Quando o fim se torna real

Junho 23, 2008

Por Léo Dias

Já me deparei mais de uma vez com uma situação no mínimo esquisita: você sai com alguém, passa momentos agradabilíssimos e, de repente, o telefone não surge, a conversa cessa e a ociosidade e o silêncio mostram que o fim de um caso se tornou real.

Ficam as lembranças na memória, o presente não entregue, o número na agenda e o silêncio. E do outro lado? O medo de envolvimento? A vontade de se continuar, de ter aquela vida com seus mesmos hábitos, sem espaço para uma nova pessoa que pode vir a ocupar um espaço maior que o permitido por você mesmo?

Não se sabe ao certo, mas já vi acontecer isso apenas pelo sexo. Após a noite de prazer e entrega, um simples telefonema e nada mais, com aquele ar de “missão cumprida” e ponto final. Ou ainda quando o se descobre um pouco mais sobre o outro e a vontade de cessar e tentar entender é zero, simplesmente estabelece-se um ponto final.

As pessoas estão mais egoístas, com paradigmas e critérios muito injustos, onde alguém se adapta ou não. Mas esperem aí! E quem falou que o príncipe encantado existe? Ou que a mulher dos seus sonhos desfila pelas ruas com freqüência? Saibamos dosar nossas exigências, nossos “padrões” e deixemos que o amanhã nos mostre quem está ao nosso lado, e não uma revista ou alguma opinião maluca de uma sociedade preconceituosa e estereotipada.

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6 Comments Add your own

  • 1. Adriana  |  Junho 23, 2008 at 3:20 pm

    Gostei muito do seu texto.Falou tudo!!!
    Bjo

    Responder
  • 2. Adriana  |  Junho 23, 2008 at 4:14 pm

    Entra no meu blog e me diz o que vc acha??
    http://didiii.wordpress.com

    Responder
  • 3. Vivi  |  Junho 23, 2008 at 6:14 pm

    Sim, acho que as pessoas são egoístas, que são até mesmo inflexíveis, mas também acho que muito disso vem do medo… Medo do novo, medo de experimentar e gostar, e depois ter que dividir o mundinho que até então era só dela… Se as pessoas se dessem uma chance, e dessem uma chance ao outro, tudo seria mais fácil e melhor.

    Responder
  • 4. Carol  |  Junho 26, 2008 at 2:57 pm

    simplesmente me apaixonei pelo seu texto…….

    Responder
  • 5. Carol  |  Junho 26, 2008 at 2:59 pm

    vc usou a realidade como um diamante bruto e as palavras o lapidaram… gelei…

    Responder
  • 6. Debby  |  Maio 13, 2009 at 2:47 pm

    Isso é fato ! Eu digo, isso é um tipo de auto defesa ou desinteresse pelo ( a ) parceiro ( a ); primeiro passo é saber o que se quer na verdade.
    Numa situação dessas estamos criando uma barreira, seria um pouco de burrice ( acrescentando o que vc falou ) se vc fecha a porta pra um relacionamento, grotesticamente sem colocar as cartas na mesa; vc tb não terá respostas, logo terá que conviver com dúvidas; e isso é um tormento … não temos nada a perder, vamos encarar os fatos despreendimento total e sem medo de ser feliz, beleza !? bjs

    Responder

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Jornalista. De personalidade forte. Amiga dos amigos e avessa a gente chata e lugares cheios. Calma não é seu ponto forte, se irrita com sons, principalmente o tic tac de relógio, a torneira pingando e gente que não sabe comer e faz barulho pra mastigar e engolir. Está cansada daqueles homens de balada que acham que o mundo vai terminar e que precisam ficar com todas as mulheres na mesma noite. Se envolve profundamente com tudo que lhe acontece, seja uma paixão, seja uma briga, seja um projeto. No fundo queria ser mais leve, não tentar encontrar explicação para tudo – mas isso iria contra a sua natureza.

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Analista de investimentos que se aventura no mundo dos blogs há dois anos, e ficou viciado nesse mundo. Quis dividir suas experiências e, por isso, incentivou duas amigas a criar este blog. Apreciador de vinhos e de bons restaurantes, sempre que pode procura lugares charmosos. Prefere sempre estar a dois e gosta de discutir a relação. Ariano, cético e ansioso, é um romântico assumido que sonha casar na igreja e ser pai. Atualmente solteiro, seus maiores hobbies são cozinhar, jantar fora e escrever para este blog.

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