Posts filed under 'Coisas da vida'
Relato de um marido sobre as decisões do cotidiano
Por Um velho lobo do mar
Esse texto é verídico, escrito por um grande amigo meu, sobre a sua vida de casado:
“Lá em casa é assim, nós distribuímos as decisões para que o casal viva sempre em harmonia. Quem decide sobre os temas de Estado sou eu. Já sobre os de governo, a timoneira Fernanda. Exemplos:
- Opinião do casal sobre os testes nucleares do Irã: o chanceler aqui decide.
- Opinião do casal sobre o fim ou a continuidade de Guantánamo: o Jimmy Carter aqui esmurra a mesa.
- Opinião do casal sobre garantir o superávit primário ou derramar as patacas no mercado para conter os efeitos da crise: o Reis Velloso aqui faz os gráficos.
- 4-4-2 ou 3-5-2 para o escrete canarinho na Copa de 2010: o Telê aqui vai pra prancheta e corneta o Dunga; a timoneira Fernanda nem ousa piar.
- Vamos morar em casa ou apartamento: a timoneira ruge, mas eu dou a minha contribuição, pensam o quê? “Excelente ideia, querida”
- Pizza ou sopinha para o jantar? A timoneira decide.
- Vestirei calça preta ou cinza? A timoneira Fernanda Calil vem com os cabides.
- Dormiremos a que horas hoje? A timoneira pega os pijamas.
- O que fazer no final de semana? A timoneira troveja e eu, homem de partido que sou, sigo humildemente.
O truque é a divisão de responsabilidades, meus caros, a divisão de responsabilidades…”
3 comments Setembro 4, 2009
Saber evitar os detalhes
Por Caroline Marino
Ela sabia que mais cedo ou mais tarde isso aconteceria. Que eles iriam voltar e retomar de onde pararam. Era nítido que ainda tinha algo a ser vivido. Mas não agora. Não nesse momento. Não existia nada de especial entre ela e Tom. Nem amor, nem paixão. Só uma vontade instigante. Intensa. Complexa. Voraz. Um papo bom. Uma química forte. Era uma maneira de enganar a vida e todas as suas imperfeições. Uma maneira de sentir-se livre. E mesmo sabendo que aquilo teria um fim, Ana não estava preparada para perdê-lo. Não naquele momento.
Ela tentou cortar a conversa, fingir que não ligava se Tom tinha voltado com a namorada ou não. Afinal, ela não gostava dele e muito menos se imaginava tendo algo a mais do que aqueles encontros camuflados. Mas no fundo, ela ligava, sim. Apesar de sempre ter tratado aquela relação como um passatempo, havia carinho, vontade, respeito. Uma linha tênue ligava os dois de alguma maneira. E Tom sabia disso. Mas ele tentou desconversar, fingir que eram amigos agora. Mas naquele momento isso não era possível para ela. Talvez mais pra frente. Não agora. Ana precisava de um tempo – aquela reconciliação ainda não estava clara.
Algumas semanas se passaram e uma curiosidade teimava em surgir na mente de Ana. Como aquele reencontro tinha acontecido? Ela não estava apaixonada por Tom, nem queria estragar nada. Só queria saber como. Como eles tinham voltado. Como tudo tinha mudado tão rápido. Como? Era só isso que ela queria saber. Queria conseguir entender. Ontem estavam combinando de sair e hoje ele estava distante. Como aquilo tinha acontecido? Mas hesitou em perguntar. O mais importante ela sabia: Tom e a namorada tinham voltado e estavam felizes. O resto era apenas detalhe e só a machucaria.
6 comments Maio 27, 2009
Acredito que elas não suportariam!
Por Léo Dias
Há pouco tempo eu havia postado aqui no E4P um texto sobre o que nós homens não suportamos. Muita gente se identificou, outros discordaram em algum ponto, o fato é que independente da intimidade do casal, há coisas que não são aceitáveis e que pega mal. Eis que eu, que já disse o que não suporto, decidi escrever o que eu nunca faria porque acredito ser insuportável para uma mulher.
Dentre uma observada e outra, eu listo aqui também 4 coisas que são intragáveis:
Ir a um lugar público com camisa de time de futebol
Sou homem, adoro futebol, sou apaixonado pelo meu time, assisto a todos os jogos e vou ao estádio, tudo bem. Mas uso a camisa dele APENAS para ir assistir o jogo com amigos, pela provocação, ou no estádio. Ir ao shopping, teatro, restaurante, seja qual for o local não dá. E o pior é que tem muito cara que acha “legal” isso porque são de marcas famosas e custam caro. Meus caros, a mulher lá, ao seu lado, produzida e vocês de camisa de time??? Faça a barba e coloque uma bela camisa, preocupe-se com o visual e deixe a paixão pelo seu time em casa, ou pelo menos não a vista nesse tipo de passeio.
Ficar com os amigos e deixá-la esperando
Tenho vários amigos meus que não dispensam uma cervejinha entre amigos falando besteiras, de futebol e de mulheres, é claro. Outros que sentam para assistir ao futebol em um bar e até os que gostam de jogar videogame. Mas já vi amigo meu que estava em casa, pronto para sair e ficou lá, entre amigos jogando futebol no videogame e enquanto a namorada ligava ele falava: “Mais dez minutinhos amor, está acabando” e desligava logo para não errar. Se você não tem nada melhor para fazer, tudo bem. Reúna os amigos para falar besteiras, beber ou jogar, mas deixar uma mulher esperando por causa disso?
Não deixar de reparar no cabelo novo dela
Porca-pipa! Um cara que vê a mulher toda semana, que a conhece há bons meses no mínimo não repara quando ela vai ao cabeleireiro e corta o cabelo é querer irritar a mulher e com razão. Ela tinha o cabelo no meio das costas, volta com os cabelos cortados na altura dos ombros e você nem repara?Além do mais, ela chega com um sorriso maroto na face e com as madeixas arrumadas. Claro que se ela cortou “um dedo” no comprimento dos cabelos, aí precisaríamos ser PhD no assunto para notar, mas as mais radicais você deve notar e faça um elogio. Serra uma noite muito mais agradável!
Esquecer as datas importantes do relacionamento
Não sei por qual razão e talvez nem Freud explique, mas o fato é que 90% dos homens se esquecem de datas importantes. Eu já esqueci duas vezes, mas a chateação que aquilo criou me fez prestar muito mais atenção e não esqueço nem da data do aniversário do meu cachorro mais. Se você é do tipo esquecido, anote, coloque um lembrete no Outlook, põe no calendário do celular, sei lá. As mulheres valorizam e MUITO as datas importantes e lembrar delas tem seu charme, seu romantismo. É bem legal comemorar aniversários, inventar jantares, viagens, ajuda muito mas para isso ambos precisam lembrar, do contrário estará instaurada uma crise, daquelas que levará duas semanas para acabar. Portanto vale até esquecer da data da conta de luz e ficar no escuro, mas nunca do aniversário de namoro.
5 comments Maio 12, 2009
Um domingo prazeroso, com um algo mais…
Eu particularmente acho o domingo um dia muito chato, meio parado, a cidade desacelera e nem sempre faço tudo o que eu gostaria. Ao final ainda, é pior, com a péssima vinheta do Fantástico ao fundo e a sensação de que o descanso acabou, que é hora de ir dormir e esperar pela segunda-feira, cinzenta e mal humorada.
Durante a tarde entre um espresso e outro, aproveitei bastante o dia. Já em casa comecei a assistir a um suspense, daqueles em que o assassino se sai bem, continua com a morena fatal e com a fortuna intacta. Nada de especial até aí, mas na Warner Channel havia acabado de começar um filme não tão recente, não tão cheio de mistérios, um típico “água com açúcar”.
O filme se chama Procura-se um Amor que Goste de Cachorros e trata-se de encontros e desencontros de uma mulher, recém-separada e que adora cachorros. Ela conhece um homem divorciado, também amante de cachorros e nesse ponto é onde a trama toda se desenvolve. É um daqueles filmes que todo mundo um dia viu e gostou, ou pelo menos serviu para matar duas horas em um dia comum, como um domingo pede.
Um clássico, que a mocinha olha para trás na hora em que o mocinho acabou de virar as costas e quando ele olha, ela já não está mais olhando, daqueles que você tem a certeza absoluta que o casal ficará junto, mas mesmo assim você até sem assumir, lá no fundo, torce junto com a trama e lamenta esses desencontros.
Enfim, um domingo que começou muito bem, com agradáveis surpresas e que fechou com um legitimo água com açúcar. E se você chegou até aqui e deu aquele sorriso ou lembrou de algum filme desse tipo, você talvez nunca assuma, mas é uma pessoa que gosta de filmes água com açúcar.
5 comments Abril 26, 2009
Dia do Beijo – O beijo e sua complexidade, ou não!

Por Léo Dias
Eu não poderia deixar de falar do beijo na data de hoje. Tudo bem que eu até pensei em começar descrevendo um beijo, mas é de fato possível descreve-lo? Tecnicamente e para a minha antiga professora de biologia talvez, mas quando pensamos no beijo em um contexto usual, torna-se complexo e faltam-me palavras.
A primeira vez que eu tive essa experiência foi no pré-primário, com uma namoradinha chamada Bia. Eu estava assistindo a aula, levantei no meio da turma e movido sabe-se lá pelo quê e lasquei um selinho nela e ela retribuiu. Fomos expulsos da sala. Depois desse episódio tive o primeiro de “língua” que aconteceu durante uma festa de aniversário em um prédio de um amigo meu. Eu uma paquera da 5ª série, a Juliana, iríamos ficar então entramos no elevador e entre um andar e outro ela me beijou. Naquele dia e com meus precoces 11 anos eu havia tido a melhor experiência de minha vida até então, o coração estava explodindo e a sensação era diferente de tudo que eu conhecia até aquele momento.
O beijo é sincero, sem técnica, ele é simples e fundamental na conquista. É dado de olhos fechados, você olha nos olhos e o beijo com química tira o sono, rouba sorrisos, faz a mente ir longe, dá aquela sensação de ter 15 anos de novo, é o que nos faz sonhar acordado. Além disso o beijo pode significar respeito, como o beijo dado na testa; pode significar carinho, como o que damos em amigos; pode ser a chave da entrega, da quebra de qualquer barreira. É atemporal já que se beija com 1, 2 anos e pode-se beijar até os 100 anos e ainda sob a confirmação médica de que faz um bem danado. E para se beijar não precisa local certo, beija-se onde estiver.
E aos mais ousado o beijo pode ser roubado, daqueles que a outra pessoa não espera, que arranca um sorriso ou um olhar de condenação, que faz os olhos brilhar ou apenas as sobrancelhas se fecharem. O beijo é dado como, onde e na hora em que se quer e sendo bom, com química, não tem hora para acabar.
Então nessa data interessantíssima só me resta lhes dar uma dica: beije! E motivos não faltam até porque beijar é saudável, emagrece (é fato!) e faz muito bem para o coração, literalmente.
2 comments Abril 13, 2009
Afinal, quando você vai casar?
Por Léo Dias
Semana passada eu estava no aniversário de um ano do meu afilhado. Família reunida, todos felizes, brinquedos por toda a casa e naturalmente muito brigadeiro. O cenário é tradicional, assim como a minha família. De origem interiorana, eu tenho 6 primos, sendo destes 3 casados, uma prima que casará em junho e dois namorando firme, há mais de 3 anos cada.
As minhas primas mulheres casaram com seus primeiros namorados. Aquelas histórias de conheceu, amor arrebatador e anos depois, lá estávamos todos em uma igreja celebrando aquela união. Entretanto eu e meu irmão somos homens solteiros, que próximos aos 30 anos não estamos envolvidos com nenhuma mulher e nem por isso nos incomodamos com essa situação.
E na festinha estávamos nós, rindo, comentando assuntos corriqueiros quando a minha prima dispara: “Afinal, quando você vai casar?” e emendou: “Você não pretende casar?”. Disse a ela que são coisas diferentes e que não casaria por casar. Para mim o casamento é algo importantíssimo, inestimável e que tenho como um sonho a alcançar. Entretanto isso não me define se eu casarei ou não, pois para isso é necessário no mínimo uma noiva e para ter uma noiva, precisa-se conhecer uma mulher especial, namorar, se apaixonar, amar.
Mas é claro que em todo encontro familiar sempre haverá uma prima mala achando o fato de você estar solteiro o fato mais esquisito do mundo e olhará para você com aquela cara de que você está fazendo coisa errada. Não ligo.
Como na festa de natal que sempre perguntarão aos recém casados para quando virá o bebê. Nessa hora estarei nos camarotes da ceia esperando a resposta com sorriso amarelado e torcendo para que a prima mala no próximo aniversário lembre-se do quão chato é fazer perguntas indiscretas que, pelo código da família tradicional brasileira, só cabe a tia solteirona depois da segunda taça de vinho.
7 comments Abril 6, 2009
Enquanto o telefone não toca
Por Caroline Marino
Ana acordou aflita. Ele não ligava há uma semana, nem respondia suas mensagens. Algo parecia ter acontecido. Aí tem, pensou ela, que já havia criado milhares de histórias e, pior, acreditado em todas. As mulheres costumam ser assim. Se algo saiu um pouco do eixo, se o cara sumiu ou falou de uma maneira diferente, imagina uma série de histórias (sempre com final ruim). Ele casou. Teve filhos. Desistiu do relacionamento. Mudou. Arranjou outra. Enfim, várias bobagens, que só uma mente fértil consegue criar.
No final, nem sempre é aquilo que imaginamos. Ana tentava não pensar besteiras, mas era quase impossível espantar os pensamentos. Ela já tinha até imaginado o que iria falar a Jorge se algo estivesse mesmo errado ou se uma outra mulher tivesse atravessado seu caminho. Os diálogos estavam prontos. Só a ligação de Jorge dizendo que tudo estava bem podia confortar sua mente inquieta.
Ele ligou. Tudo estava bem. E a vontade era a mesma de antes. Jorge só tinha passado por uma semana difícil no trabalho. Normal. Acontece com todo mundo. Mas homens agem diferente das mulheres. Nós, no lugar deles, teríamos mandado ao menos uma mensagem para dizer que estava tudo bem. Já eles não vêem nada de errado em não mandar. Talvez Beth é que esteja errada. Deveria ser mais leve, pois o fato dele não ter ligado não quer dizer que já esteja com outra. Mas vai saber, né?
11 comments Março 4, 2009
Uma fantasia realizada, mesmo que não tenha sido o esperado
Por Léo Dias
Quem é que não tem fantasias sexuais? Até o nerd oriental ao seu lado tem. Mesmo aquela moçoila estranha que passa no corredor da empresa de cabeça baixa tem. Todos nós temos! Eu tenho várias. Acho importante mantê-las acesas e sempre que puder, vou realizá-las.
E foi no ano passado que realizei uma delas. Eu estava num pub aqui em São Paulo, bastante sociável e transitava pela pista com o copo na mão e olhar malicioso na face. Dado um certo momento fui ao toalete e, naquela série de “com licença”, eu cruzei com uma morena, de casaco branco, calça branca, sapato de salto e um óculos que dava a ela um ar intelectual e ao mesmo tempo, sensual.
Na volta nos cruzamos novamente e ela puxou minha mão por trás de mim, eu na hora que vi que era ela puxei pela cintura e nos olhamos. Ela estava com olhos de tesão, definitivamente ela não queria saber da minha profissão ou meus sonhos. Como não dava para falar na pista, puxei pela mão até um outro ambiente e lá, refeitos do súbito desejo, conversamos um pouco. Ela era estudante de moda, o que explicava tamanha elegância, e tinha hábitos noturnos, morava só, era uma mulher diferente. Conversa aqui, conversa acolá, eu a beijei, ficamos juntos naquela noite e ela, sem cerimônia me fez a proposta: vamos para o meu apartamento?
Eu estava com amigos, de carona e precisava do meu carro. Ela disse-me que ia pagar a comanda no caixa e ia para a casa dela, me deu o endereço e saiu. Demorei para chegar na casa dela, o porteiro foi bacana mas disse-me que não tinha ninguém. Isso eram 4 da manhã! Eu esperei, ele tentou de novo, eu liguei no celular e nada! Fui embora parecendo um bolo.
No dia seguinte ela me liga, pede mil desculpas e reforça o convite, mas antes sugere um happy hour para conversar mais e quebrar o gelo. Fomos para o happy hour, sem caronas, sem pressa, tomamos algumas doses e eu rebati o convite. Vamos? Fomos eu e ela para o apartamento dela. Chegando lá, fomos então nos beijando fervorosamente, roupas iam ficando pelo chão, corpos sendo desvendados, o clima estava muito quente quando ela parou. Pediu para eu esperar por ela. Antes de continuar, um parênteses, eu sempre reparo o que uma mulher usa nos pés (explicarei isso num outro post) e salto alto eu sempre achei sensual e elegante.
Bom, voltando ao quarto, ela reapareceu nua, com um corpo estonteante. Ela era morena, alta, magra, cintura bem fina e quadris largos. E nos pés um salto alto, o tipo agulha e preto, combinando com a lingerie. Eu fiquei alucinado, meu corpo fervilhava, eu queria ela e daquele jeito! E pulando os detalhes mais íntimos, assim se fez. Eu a tive na cama, somente de salto, de várias formas e posições e foi uma das fantasias que eu consegui realizar. Recomendo a todos!
2 comments Fevereiro 16, 2009
Quando se decide resolver as questões do passado – Parte 2
Por Léo Dias
Guilherme já havia praticamente desistido de resolver essa história, estava dedicado aos acontecimentos do presente e aquela história peculiar
dos seus sentimentos já não mais fazia parte do seu presente, Tatiana estava namorando e tudo havia ficado distante até que uma mensagem mudou isso.
Estava ele lá, tranqüilo, navegando pela internet e lendo e-mails, nada em especial. Conversas paralelas ocupavam seu tempo num começo de noite comum. Uma mensagem chega, era ela, direto do passado. Começaram a conversar e ela mais que depressa se mostrou exatamente como ele a tinha conhecido, uma mulher doce, atenciosa, bem humorada e muito interessante.
Ele, ainda um pouco surpreso contou a ela o que ele precisa falar, falou em resolver os sentimentos do passado, as histórias inacabadas e para isso ele precisa vê-la. Falaram do que tinham passado juntos, das lembranças, do sorriso, do olhar.
Ela, que tem uma filha, é uma mulher que cresceu, está mais independente e pela foto ainda mais bonita. Ele também amadureceu, cresceu, viveu muitas coisas e uma coisa ainda havia em comum entre eles, o desejo de estarem mais uma vez juntos. Após uma hora de conversa, as defesas caíram, os sentimentos foram escancarados, as expectativas divididas.
A conversa passou das duas da manhã, eles desligaram com a sensação de que nada mais podia ser feito a não ser se encontrar. Tatiana sabia da importância que tinha na vida dele, que ele nunca a esquecera, que esse sentimento era uma questão a ser resolvida entre quatro paredes.
O encontro seria em breve, ele já pensava nela mais vezes, tinha trazido-a de volta ao presente mas sempre deixando claro que até que a visse, nunca pararia sua vida e assim o fez. Encontro marcado, lugar escolhido, faltava apenas buscá-la para uma noite regada a vinho, olhares e o que mais o momento reservava.
Enfim é chegado o dia… (continuará num último post).
1 comment Janeiro 27, 2009
Combinação (quase) perfeita
Por Caroline Marino
O telefone tocou. Era ele, se desculpando da noite anterior. Como se houvesse desculpa para a decepção de ontem. Ela ainda enxugava as lágrimas e tentava encontrar uma explicação para as mentiras contadas. As palavras voltavam aos poucos à memória. Eles estavam juntos há pouco tempo, não pareciam perdidamente apaixonados, mas estavam juntos. E a partir do momento que você assume um relacionamento com alguém, merece respeito. Eles tinham amigos em comum e se conheceram em um desses encontros. Era copa do mundo. Jogo: Brasil e França. Em meio à tensão da partida e à conversas curtas, ele a convidou para sair. Ela aceitou. Tinha terminado um namoro há pouco tempo e queria algo para tentar esquecer toda a decepção e se distrair. Jair era interessante, gentil e uma ótima companhia, além de muito bonito. Parecia a combinação perfeita.
Ana disse sim. Era o começo de uma fase ótima. Telefonemas no meio da tarde só para saber se estava tudo bem. Encontros à noite. Elogios a todo o instante. E o tempo foi passando. Tinha química. Papo. E um machismo insuportável. Ana pensou em deixá-lo pra trás por causa disso, mas ele parecia gostar dela. Uma adoração estranha, mas irresistível. Um beijo bom. Uma afinidade.
E então, numa noite, depois de tantos elogios, atenção sem igual e os melhores beijos, o telefone de Ana toca. Era o celular de Jair, mas uma voz descontrolada de mulher se apresenta como namorada dele e começa a falar baixarias ao telefone. Ele nega, diz que a tal mulher é louca e que não tem nada com ela. A mulher continua a ligar e fazer escândalos. Jair nega mais uma vez.
A conclusão? Ele tinha, realmente, um relacionamento paralelo. Nem a casa onde levava Ana era dele de verdade. Uma vida de mentira.
2 comments Dezembro 17, 2008