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Relato de um marido sobre as decisões do cotidiano
Por Um velho lobo do mar
Esse texto é verídico, escrito por um grande amigo meu, sobre a sua vida de casado:
“Lá em casa é assim, nós distribuímos as decisões para que o casal viva sempre em harmonia. Quem decide sobre os temas de Estado sou eu. Já sobre os de governo, a timoneira Fernanda. Exemplos:
- Opinião do casal sobre os testes nucleares do Irã: o chanceler aqui decide.
- Opinião do casal sobre o fim ou a continuidade de Guantánamo: o Jimmy Carter aqui esmurra a mesa.
- Opinião do casal sobre garantir o superávit primário ou derramar as patacas no mercado para conter os efeitos da crise: o Reis Velloso aqui faz os gráficos.
- 4-4-2 ou 3-5-2 para o escrete canarinho na Copa de 2010: o Telê aqui vai pra prancheta e corneta o Dunga; a timoneira Fernanda nem ousa piar.
- Vamos morar em casa ou apartamento: a timoneira ruge, mas eu dou a minha contribuição, pensam o quê? “Excelente ideia, querida”
- Pizza ou sopinha para o jantar? A timoneira decide.
- Vestirei calça preta ou cinza? A timoneira Fernanda Calil vem com os cabides.
- Dormiremos a que horas hoje? A timoneira pega os pijamas.
- O que fazer no final de semana? A timoneira troveja e eu, homem de partido que sou, sigo humildemente.
O truque é a divisão de responsabilidades, meus caros, a divisão de responsabilidades…”
3 comments Setembro 4, 2009
Essas histórias de nós dois
Por Beatriz Rey
Ele está aí. Chegou sorrateiro, sem avisar direito, mas chegou. E será a minha primeira vez. Primeira vez dessa troca. Primeira vez desse dia. Estou um pouco ansiosa, um pouco indecisa e um pouco temerosa, mas acredito que tudo acabará bem. Ou não. O fato é que o Dia dos Namorados aterrisou em casa, e eu e o Theo estamos nos debatendo para achar os presentes ideais. Porque eu acho horrível dar uma camiseta, uma calça ou uma sandália. Queria encontrar o presente mais legal, que mais se encaixa com a personalidade dele. O presente que ele abrirá e ficará sem palavras. Se encontrei? Não. Nem ele.
Ontem ele veio me dizer que teve uma idéia genial: um livro. Fiquei sondando, porque eu tenho praticamente todos os livros das coisas que me interessam. Batata. Ele ia me dar Dentro da Floresta, do David Remnick. Daí pensou em outro, do Talese, que já tenho também. “Pô, mas você já tem tudo desses caras?”. Tenho. E roupas, sapatos, bolsas…não sei se confio nele zanzando numa loja feminina. Quero dizer, ele tem o melhor gosto do mundo para roupas, mas não sei as de mulher. Eu já pensei em até num boneco do Kurt Cobain, que ele pediu há algum tempo, quando viagei para os EUA. “Amor, vou te dar algo do Kurt”. Ah, não, esse presente não é legal, disse. Confesso, eu também não achava!
O que acontece é que estou chegando à conclusão de que não vamos encontrar nenhum presente ideal. Como nos relacionamentos, eles vão ter defeitos, vão precisar ser trocados, quem sabe. No sábado, dia de peregrinação pelo shopping, vou atrás de um presente, apenas. Já será de bom tamanho se eu encontrá-lo!
Add comment Junho 5, 2008