Posts filed under 'É o que eu penso...'
Eu te amo – quando a expressão perde o sentido
Por Léo Dias
Infelizmente a expressão “eu te amo” está a cada dia perdendo o sentido. Antigamente dizia-se em ocasiões únicas e a pessoas únicas. Hoje se fala eu te amo para se levar alguém para a cama. Amor que acaba depois de uma noite de prazeres, que se esquece no próximo “scrap”, no próximo SMS, na próxima balada. Eu sempre acreditei que o amor entre um homem e uma mulher é o encontro de almas, do resultado da busca do raro, do inexplicável. E que se diz eu te amo, um duas vezes talvez três vezes durante toda a vida.
Mas o que observo à minha volta são pessoas egoístas, que não tem a capacidade de ceder, que entendem que um desentendimento já é motivo para se descartar um “amor”. Mas quem descarta o amor assim? Não é amor, e lá no fundo eu acho que sabem disso. É uma paixão, ou pior, uma conveniência que cai diante do incômodo, do desconforto, da pura falta de sensibilidade. E os sentimentos? Brincam-se com eles como se faz com uma bola, chutam e abraçam sem pensar, apenas fazem.
Onde foi parar o sentido da expressão “eu te amo”? Não sei bem, mas não é uma regra e eu diante dos tempos modernos do amor continuarei um nostálgico! Nostalgia pelo tempo em que se falava eu te amo olhando nos olhos com o coração acelerado, as mãos transpirando e o frio na espinha e com a certeza do encontro do raro e da felicidade, aquela felicidade que brilha no olhar de quem diz e ouve “eu te amo”.
Esse texto eu dedico a uma amiga muito querida, uma romântica assumida que sempre visita o blog e que tive o prazer de conhecer através do E4P. Conversamos muito, menos do que eu gostaria até, mas a Mary tem se mostrado a cada dia uma amiga sensacional, uma pessoa rara.
3 comments Julho 27, 2009
Dia dos namorados: Dedicação ou obrigação?
Por Léo Dias
Mais uma vez está chegando 12 de junho, o dia dos namorados. Enquanto uns fazem mil planos e pensam nas surpresas e nos presentes, outros nem se importam tanto com a data, a consideram comercial demais e desnecessária. Particularmente eu acho excessivamente comercial, criando-se a obrigação de presentear e, por inúmeras vezes, os valores materiais tomam lugar daquilo que poderia ser uma singela e romântica demonstração de amor e carinho. O comércio e nossas práticas mesmo criaram essa obrigação de dar um presente caro, rodeado de flores em um lugar paradisíaco. Namoro é todo dia e deve-se fazer o melhor (e não precisa ser o mais caro) todos os dias, pelo casal, por um todo.
Agora independente do que se vai fazer, se eu estivesse namorando aproveitaria não para ir atrás do casaco que ela quer ou dos brincos que ela tanto elogiou, mas aproveitaria para refletir mais, pensar no namoro em si, em como ele pode ser mais sincero, com mais entregas e menos cobranças bobas e discussões que não lema a nada. Nesse momento uma rosa roubada e palavras sinceras podem ser mais significativas que um par de brincos sobre um namoro sem brilho, com saturação e falta de cumplicidade.
Jantar fora é ótimo, presentear e ser presenteado também é muito gostoso, mas ainda acredito ser muito mais valioso priorizar os sentimentos, o “todo” e tentar fazer acontecer mais e por mais tempo. E é claro que dentro de um relacionamento saudável, com esses sentimentos sendo regados não faltará, em segundo plano, a oportunidade e a vontade de se dar um romântico jantar e uma noite que não deve terminar antes da manhã de sábado. E que seja com um belo café da manhã!
4 comments Junho 7, 2009
Acredito que elas não suportariam!
Por Léo Dias
Há pouco tempo eu havia postado aqui no E4P um texto sobre o que nós homens não suportamos. Muita gente se identificou, outros discordaram em algum ponto, o fato é que independente da intimidade do casal, há coisas que não são aceitáveis e que pega mal. Eis que eu, que já disse o que não suporto, decidi escrever o que eu nunca faria porque acredito ser insuportável para uma mulher.
Dentre uma observada e outra, eu listo aqui também 4 coisas que são intragáveis:
Ir a um lugar público com camisa de time de futebol
Sou homem, adoro futebol, sou apaixonado pelo meu time, assisto a todos os jogos e vou ao estádio, tudo bem. Mas uso a camisa dele APENAS para ir assistir o jogo com amigos, pela provocação, ou no estádio. Ir ao shopping, teatro, restaurante, seja qual for o local não dá. E o pior é que tem muito cara que acha “legal” isso porque são de marcas famosas e custam caro. Meus caros, a mulher lá, ao seu lado, produzida e vocês de camisa de time??? Faça a barba e coloque uma bela camisa, preocupe-se com o visual e deixe a paixão pelo seu time em casa, ou pelo menos não a vista nesse tipo de passeio.
Ficar com os amigos e deixá-la esperando
Tenho vários amigos meus que não dispensam uma cervejinha entre amigos falando besteiras, de futebol e de mulheres, é claro. Outros que sentam para assistir ao futebol em um bar e até os que gostam de jogar videogame. Mas já vi amigo meu que estava em casa, pronto para sair e ficou lá, entre amigos jogando futebol no videogame e enquanto a namorada ligava ele falava: “Mais dez minutinhos amor, está acabando” e desligava logo para não errar. Se você não tem nada melhor para fazer, tudo bem. Reúna os amigos para falar besteiras, beber ou jogar, mas deixar uma mulher esperando por causa disso?
Não deixar de reparar no cabelo novo dela
Porca-pipa! Um cara que vê a mulher toda semana, que a conhece há bons meses no mínimo não repara quando ela vai ao cabeleireiro e corta o cabelo é querer irritar a mulher e com razão. Ela tinha o cabelo no meio das costas, volta com os cabelos cortados na altura dos ombros e você nem repara?Além do mais, ela chega com um sorriso maroto na face e com as madeixas arrumadas. Claro que se ela cortou “um dedo” no comprimento dos cabelos, aí precisaríamos ser PhD no assunto para notar, mas as mais radicais você deve notar e faça um elogio. Serra uma noite muito mais agradável!
Esquecer as datas importantes do relacionamento
Não sei por qual razão e talvez nem Freud explique, mas o fato é que 90% dos homens se esquecem de datas importantes. Eu já esqueci duas vezes, mas a chateação que aquilo criou me fez prestar muito mais atenção e não esqueço nem da data do aniversário do meu cachorro mais. Se você é do tipo esquecido, anote, coloque um lembrete no Outlook, põe no calendário do celular, sei lá. As mulheres valorizam e MUITO as datas importantes e lembrar delas tem seu charme, seu romantismo. É bem legal comemorar aniversários, inventar jantares, viagens, ajuda muito mas para isso ambos precisam lembrar, do contrário estará instaurada uma crise, daquelas que levará duas semanas para acabar. Portanto vale até esquecer da data da conta de luz e ficar no escuro, mas nunca do aniversário de namoro.
5 comments Maio 12, 2009
Afinal, quando você vai casar?
Por Léo Dias
Semana passada eu estava no aniversário de um ano do meu afilhado. Família reunida, todos felizes, brinquedos por toda a casa e naturalmente muito brigadeiro. O cenário é tradicional, assim como a minha família. De origem interiorana, eu tenho 6 primos, sendo destes 3 casados, uma prima que casará em junho e dois namorando firme, há mais de 3 anos cada.
As minhas primas mulheres casaram com seus primeiros namorados. Aquelas histórias de conheceu, amor arrebatador e anos depois, lá estávamos todos em uma igreja celebrando aquela união. Entretanto eu e meu irmão somos homens solteiros, que próximos aos 30 anos não estamos envolvidos com nenhuma mulher e nem por isso nos incomodamos com essa situação.
E na festinha estávamos nós, rindo, comentando assuntos corriqueiros quando a minha prima dispara: “Afinal, quando você vai casar?” e emendou: “Você não pretende casar?”. Disse a ela que são coisas diferentes e que não casaria por casar. Para mim o casamento é algo importantíssimo, inestimável e que tenho como um sonho a alcançar. Entretanto isso não me define se eu casarei ou não, pois para isso é necessário no mínimo uma noiva e para ter uma noiva, precisa-se conhecer uma mulher especial, namorar, se apaixonar, amar.
Mas é claro que em todo encontro familiar sempre haverá uma prima mala achando o fato de você estar solteiro o fato mais esquisito do mundo e olhará para você com aquela cara de que você está fazendo coisa errada. Não ligo.
Como na festa de natal que sempre perguntarão aos recém casados para quando virá o bebê. Nessa hora estarei nos camarotes da ceia esperando a resposta com sorriso amarelado e torcendo para que a prima mala no próximo aniversário lembre-se do quão chato é fazer perguntas indiscretas que, pelo código da família tradicional brasileira, só cabe a tia solteirona depois da segunda taça de vinho.
7 comments Abril 6, 2009
Motel caro impressiona uma mulher? Discordo
Por Léo Dias
Eu já li em mais de um lugar que os homens para impressionar as mulheres as levam em motéis caros. Desculpem-me os que usam deste artifício mas eu não vejo isso como esse tipo de lugar pode causar uma boa impressão.
Ao longo da vida e de algumas furadas eu aprendi que motel não é lá muito confiável. Em uma oportunidade em que estava namorando, reservei uma bela suíte na data de aniversário num desses caros motéis. Fomos nós, com aquele “sorriso de Gioconda” e muito ansiosos pelo que nos aguardava na ótima suíte. Ao entrar e já arrancar os sapatos, no terceiro passo ouvi aquele clássico “shep” e senti minha meia mais molhada do que se estivesse andando após o quinto ato de Rigoletto. Havia chovido em São Paulo e as goteiras acabaram com a noite. A outra suíte não era tão bacana, mas enfim, tentamos aproveitar ao máximo.
Em outra ocasião a lareira não tinha acendedor e ficamos no frio com o aquecedor ruim do quarto. Isso sem falar na hipótese de se encontrar um colchão quentinho e eventuais roupas de cama não devidamente limpas. Mesmo depois de assistir um programa acompanhando uma rotina de quem trabalha em um motel, não gosto. Você entra e tem um clima de fod* no ar, como se tudo lá o apontasse para você e ficasse esperando, como os espelhos e a decoração bizarra. E em menos de 4 horas, alguém te liga e lhe cobra uma posição: ou sai agora ou fique mais. Bizarro mesmo!
Então fui um dia a um flat em São Paulo. Paguei um pouco mais por isso e fiquei num quarto grande, com sacada, tudo branquinho, novo, limpinho, serviço de quarto de verdade, sem cardápios com preços extorsivos e com um banheiro dos deuses e uma ducha ótima. Além de ter passado a noite inteira lá, levantei, tomei um belíssimo café da manhã e saí sem pressa. Deixei o carro com o manobrista, fiz check-in num lobby luxuosíssimo e fui muito bem tratado.
Ora bolas, se eu posso tomar o café da manhã com calma por que ir num lugar que teoricamente eu irei embora às 4 da manhã e totalmente impessoal e de clima duvidoso? Não sei quanto a vocês, mas eu sempre preferirei um bom flat e é claro, um belíssimo café da manhã.
4 comments Março 26, 2009
Por que tanta expectativa? A culpa é deles…
Por Léo Dias
Nesse primeiro post de 2009 (ressalto que achei muita falta de criatividade tanto 2000 e 9 quanto 2000i9 e por aí vai) eu levanto um ponto que muito se falou no dia de réveillon, os desejos para o ano-novo e um deles em especial, o coração.
É claro que o ano-novo traz esperança, sentimentos de renovação e a possibilidade de se fazer tudo aquilo que pretendíamos no ano passado e não conseguimos. Todos sorriem, estavam lá, na praia, ao meu lado, se abraçando, fazendo diversas simpatias e cumprindo rituais de crendices (e não entrarei no mérito disto já que respeito toda e qualquer religião) e sorrindo, vendo que ali nascia um novo ponto de partida.
Muitos estavam lá pedindo seu amor verdadeiro, sua alma gêmea em 2009, pedindo por relacionamentos mal-acabados, por consertar o casamento asfixiado pela rotina ou por pormenores que infelizmente minaram as energias de uma instituição tão bela e sagrada, enfim, todos pensando no coração. Mas por quê tanto se espera do coração?
Eu me perguntei isso e cheguei a uma conclusão: isso é culpa dos escritores e roteiristas. Sim, deles e somente deles! As pessoas assistem nas novelas, em filmes e lêem em romances histórias incríveis, que param uma cidade, que causam impactos inimagináveis. Para os que se deparam com tantas histórias assim, principalmente àqueles cujo amor não está sendo dado a ninguém, o sentimento de querer algo igual é fulminante, tal qual um raio na escuridão.
E tomado daquele sentimento, ganhar uma flor não basta, mas ela tem de ser dada no meio do escritório, depois de você aparecer talvez de smoking com uma rosa na boca como o Richard Gere em “Shall We Dance?” ou ainda como algum galã de novela que preparou aquele apartamento gigante com pétalas, velas, um jantar incrível e um vinho perfeitamente harmonizado para uma noite de inteiro deleite.
Devemos abrir mão disso, na minha opinião. Surpreender é bom, mas nem sempre se consegue. O fato de ter alguém ao lado é muito importante e por mais que essa pessoa não seja a Catherine Zeta Jones, que ela tenha sim imperfeições, mas aquelas imperfeições que a fazem ser especial para você. Que o sorriso pela manhã ou mesmo o jantar trazido da rua e servido mais tarde na sala de jantar sem grandes aparatos seja romântico para aquele momento. Aproveitem isso.
E deixemos as histórias “hollywoodianos” no lugar delas, na ficção porque o mundo que vemos e lemos muitas vezes não existe, pode existir, mas não todos os dias, todas as manhãs e vivam o que a vida lhes proporcionou da forma mais intensa e sincera possível.
3 comments Janeiro 5, 2009
Quando o café da manhã deixa de ser um detalhe

Café da manhã? Hummm
Estar com uma mulher interessante, inteligente, com quem eu me sinta confortável é sempre muito prazeroso, mas como um encontro pode ser significativo e menos superficial?
Na minha opinião os pequenos detalhes fazem toda a diferença. No dia-a-dia o café da manhã para mim resume-se em um copo de iogurte e um outro de leite achocolatado, tomado em pé, com pressa e sem qualquer cerimônia. Mas num encontro, depois de uma noite agradabilíssima, de um ótimo jantar ou depois de um vinho sensacional, a noite fica sugestiva.
Ir para a casa de alguém ou para um local charmoso, com clima aconchegante sem se preocupar com horários e outros pormenores é sempre convidativo, mas há uma questão ao meu ver muito delicada: o café da manhã.
Eu sempre vejo o café como um divisor de águas, daqueles pequenos fatos que fazem toda a diferença. Se você depois de uma noite incrível vai para passar a noite com alguém, por que sair sorrateiramente às 4 da manhã? Para dormir na sua casa. Tudo bem, mas por quê???
Se disser que é por causa do travesseiro de anos de uso, parecerá mais conversa de homem casado. E para a mulher, soa mais agressivo, nem sempre ela está num espírito aventureiro. Em suma, não há razão para ir embora, somente se a razão for a de que alguém se enganou muito nessa história e a noite foi ruim.
Sempre digo que, se for para ir para algum lugar, que seja para tomar o café da manhã, passar a noite junto para acordar junto, sem pressa, sem preocupações e apenas desfrutando de uma noite que acaba na mesa do café, com iogurte e leite sim, mas com outros ingredientes como troca de olhares, carícias, com cumplicidade e com um toque de carinho que só faz bem…
3 comments Dezembro 17, 2008