Posts filed under 'Essas mulheres...'

Nós homens não suportamos!

Por Léo Dias

Eu admiro as mulheres, as considero as criaturas mais incríveis que conheço e digo abertamente que um homem não sobreviveria 1 mês sem uma mulher. Mas, e como a maioria das coisas na vida carrega um “mas”, há alguns hábitos ou manias nas mulheres que nós homens não simpatizamos muito (fui educado).

Há muitos defeitos nos homens que elas adoram destacar nas rodinhas de amigas e, na maioria das vezes, defeitos bobos e verdadeiros. Sem problemas, ninguém é perfeito e acho que nem gostaria de ser. Mas eu sempre lembro de pelo menos 4 situações que particularmente não suporto:

Avisar que vai fazer xixi

Por que, sem exceção, todas as mulheres quando vão ao toalete anunciam? Seja na mesa do bar, no restaurante, numa noite romântica, num momento mais esquisito que seja, ela levanta-se e anuncia sem cerimônia: – Vou fazer xixi. Ora bolas, precisa? Avise que vai ao toalete e retire-se discretamente. E aos homens, não precisam rasgar o verbo também, tal como: -vou mijar! Péssimo para ambos.

Depilar as pernas com a lâmina de barbear, principalmente a nossa

Agora quando se está num momento prazeroso, na cama, aquele encontro de corpos e de repente você sente uma lixa (isso mesmo, para nós parece lixa!) na sua perna, afirmo que não é nada agradável a sensação. Tem mulheres que por preguiça ou pressa acabam removendo os pelos das pernas no banho, com a lâmina de barbear, assim como nós fazemos a barba. Mas isso engrossa o pêlo, ou acha que eu “pinico” quando fico sem fazer a barba por qual razão? E se usam a nossa lâmina? Acabam com o fio. Mulheres, cera nas canelas! É higiênico, dura mais e a sensação no toque é ótima! E nada de lâmina nas axilas também!!!

Cismar que há sempre mulheres maravilhosas onde trabalhamos, vamos ou estamos

Eu como homem solteiro vou perguntar para os amigos casados ou que estão namorando onde as respectivas deles acham que estão todas essas mulheres maravilhosas, gostosas e atenciosas que elas acham que virão para cima de nós como uma leoa caçando uma presa. Seja no trabalho, no happy hour, no estádio, no jantar de negócios e até na entrevista de emprego, elas sempre acham que haverá um mulherão que irá nos seduzir e abusar de nossos corpos. Expliquem isso para os solteiros, porque raramente isso acontece e essa insegurança toda cansa muito.

Demorar para se arrumar ao ponto de atrasarem

E por fim, a natureza foi bondosa com as mulheres fazendo-as lindas, maravilhosas, mas que por uma razão mal explicada até hoje demoram mais de uma hora para se arrumar. É o banho com um condicionador especial, o cabelo, a maquilagem, eventualmente remover algum pelinho (com a pinça, por favor!), a escolha da roupa, o conjunto sapato e bolsa, o creme para o corpo, o hidratante, etc. Entendo que vocês fazem isso para vocês mesmas, que é importante e que também pensam em nós ao fazerem isso. Adoramos, juro! Mas precisam começar tarde e atrasar para sair? Comecem antes, não nos façam ficar olhando para o nada, amarrotados no sofá ou no quarto enquanto você reclama que não está contente com os brincos que colocou. Queremos vê-las lindas, mas não precisa ser em 3 horas.

Se uma mulher me disser que não comete nenhum dessas insuportáveis gafes, eu quero nome, endereço e telefone… risos. Mas um atraso de 15 minutos, uma surpresa com um lingerie ousado ou mesmo que sintam ciúmes de vez em quando, eu acho bem interessante.

15 comments Fevereiro 4, 2009

Quando se decide resolver as questões do passado – Parte 2

Por Léo Dias

 

Guilherme já havia praticamente desistido de resolver essa história, estava dedicado aos acontecimentos do presente e aquela história peculiar

dos seus sentimentos já não mais fazia parte do seu presente, Tatiana estava namorando e tudo havia ficado distante até que uma mensagem mudou isso.

 

Estava ele lá, tranqüilo, navegando pela internet e lendo e-mails, nada em especial. Conversas paralelas ocupavam seu tempo num começo de noite comum. Uma mensagem chega, era ela, direto do passado. Começaram a conversar e ela mais que depressa se mostrou exatamente como ele a tinha conhecido, uma mulher doce, atenciosa, bem humorada e muito interessante.

 

Ele, ainda um pouco surpreso contou a ela o que ele precisa falar, falou em resolver os sentimentos do passado, as histórias inacabadas e para isso ele precisa vê-la. Falaram do que tinham passado juntos, das lembranças, do sorriso, do olhar.

 

Ela, que tem uma filha, é uma mulher que cresceu, está mais independente e pela foto ainda mais bonita. Ele também amadureceu, cresceu, viveu muitas coisas e uma coisa ainda havia em comum entre eles, o desejo de estarem mais uma vez juntos. Após uma hora de conversa, as defesas caíram, os sentimentos foram escancarados, as expectativas divididas.

 

A conversa passou das duas da manhã, eles desligaram com a sensação de que nada mais podia ser feito a não ser se encontrar. Tatiana sabia da importância que tinha na vida dele, que ele nunca a esquecera, que esse sentimento era uma questão a ser resolvida entre quatro paredes.

 

O encontro seria em breve, ele já pensava nela mais vezes, tinha trazido-a de volta ao presente mas sempre deixando claro que até que a visse, nunca pararia sua vida e assim o fez. Encontro marcado, lugar escolhido, faltava apenas buscá-la para uma noite regada a vinho, olhares e o que mais o momento reservava.

 

Enfim é chegado o dia… (continuará num último post).

 

1 comment Janeiro 27, 2009

Você é quem sabe…

Por Léo Dias

 

Quantas vezes você já ouviu isso e teve de ser a pessoa mais paciente do mundo para não ser deselegante na hora? O problema é que escutar isso irrita, cansa e mostra algumas fraquezas ou, pelo menos, falta de imaginação.

 

A cena é clássica: o casal, depois de um dia de trabalho e querendo matar a saudade ou apenas fazer um programa a dois, se arruma em suas respectivas residências e, ao se encontrarem, já dentro do carro, um olha para o outro e pergunta:

 

- Onde você quer jantar? – indagam principalmente os namorados ou maridos com bons anos de relacionamento e um vasto conhecimento em restaurantes da cidade.

- Você é quem sabe… – responde uma mulher desinteressada.

- Que tipo de comida você prefere hoje, nesse dia frio? – ele ainda dá mais informações para que ela diga se quer uma salada, uma massa ou um rodízio com carneiro e muita picanha.

- Tanto faz. – pronto! Aí já começa o conflito. Você querendo fazer algo elaborado e ela “nem aí para a hora do Brasil”.

Então vamos naquele espanhol agradável! – Resolve ele sozinho e para não se estender na decisão. Ele acha que resolveu, mas…

- Ah, no espanhol não. Lá é muito frio e sempre demoramos a sentar – Rebate ela, agora com uma opinião formada e complexa.

- Então vamos na cantina do Walter? Lá tem um bom vinho e uma massa… Com esse frio vai bem – Diz ele tentando encerrar pela segunda vez a dúvida.

- Mas massa hoje? Comi massa no almoço com o pessoal da empresa – retruca mais uma vez a mulher.

- Talvez um japonês? Você adora temaki, – o desanimado rapaz já partindo para suas últimas forças.

E ela dispara mais um contra, causando um certo cansaço nele e acabando com qualquer clima romântico:

- Está frio hoje para japonês.

- Então onde você prefere? Estou aberto a sugestões – contorna mais uma vez o paciente rapaz.

- Você resolve, eu vou onde você quiser!

- Mas como assim? Depois de duas sugestões ela ainda diz isso?

- Então vamos ao Alemão, comer batatas e um páprika schnitzel! – Dispara o rapaz já com a paciência testada.

- Mas o Alemão… – ela começa a questionar outra opção, mas é interrompida:

- Resolve você então, eu desisto! – Desabafa com a paciência esgotada e visivelmente cansado.

 

E depois de tanta discussão acabam os dois no mesmo restaurante caro e não tão bom da semana passada, com o assunto em baixa na mesa e uma vontade de comer apenas um fast-food e ver aquele filme que já está na 3ª diária e que ainda nem abriram para ver…

 

4 comments Dezembro 10, 2008

Dúvidas de uma mulher moderna

Por Léo Dias

 

Recentemente saí com uma mulher que conheci numa situação um pouco curiosa. Num jantar em família em uma pizzaria de São Paulo nós trocamos olhares e ao final, fui até a mesa dela saber quem era e pedir seu telefone. Conversamos algumas vezes e saímos em 3 ocasiões. Em duas delas nada aconteceu a não ser uma conversa muito agradável e bem humorada. Falamos da vida.

 

Ela deve ter pouco mais de 30 anos, loira, olhar forte e muito elegante. Solteira, nunca se casou, é uma advogada decidida e que se expressa com muita facilidade, boa ouvidora. Teve algumas decepções ao longo dos seus relacionamentos e hoje não expressa claramente o que quer, mas já demonstrou as tradicionais dúvidas da mulher moderna.

 

Em nosso terceiro encontro, onde ficamos juntos, eu e ela nos entregamos a alguns (não todos) desejos que os nossos corpos não hesitaram em preceituar. Depois de momentos agradáveis fomos embora, cada um para sua casa depois de um happy hour mais apimentado. Da minha parte um encontro sem anomalias, onde aconteceu o que de mais natural poderia acontecer. Mas ela não me procurou no final de semana e, ao responder um simples contato meu, foi de uma polidez exagerada, um tanto quanto travada eu diria.

 

Não entendi, mas não me preocupei com isso, afinal nada de mais tinha ocorrido nem naquele encontro e nem depois disso. Pois ela me mandou na segunda-feira já um e-mail questionando meus pensamentos e impressões, constrangeu-se de uma forma inusitada e desnecessária.

 

Nesses casos aprendi que um homem pode e deve fazer é tranqüilizar uma mulher e mostrar a ela o que pensa disso tudo. No meu caso fui muito incisivo em dizer que não pensei nada e que fizemos o que queríamos e ponto final. Fui além e coloquei que se tivéssemos ido para um outro lugar e passado a noite juntos, não mudaria nada o que penso.

 

Claro que eu sou a favor de ser sempre sincero e não falaria ou faria promessas mil para que tal feito acontecesse, muito menos mentiria para mim mesmo camuflando alguma situação que fosse. Sou assim, sempre muito transparente, talvez demasiadamente até. E ainda digo que um julgamento seria muita arrogância e prepotência de minha parte e, sobretudo, o que fizemos, fizemos nós.

 

E as mulheres uma dica: façam o que tiverem vontade, saibam com quem estão para evitar uma chateação desnecessária e aproveitem a vida como deve ser, intensa, sem jogos e sem julgamentos. E ponto final!

4 comments Outubro 20, 2008

Aventura na Arezzo

Por Léo Dias

Sexta-feira, dia de fechamento das análises mensais, muito trabalho e muita correria. No mesmo dia estava marcado um happy hour com um ex-colega de trabalho, um grande amigo que iria se encontrar conosco. Após uma manhã corrida, um almoço de meia hora e uma tarde agitada, eu queria ir descansar, encontrar os amigos e dar boas risadas. 

Como morar na selva de pedra chamada São Paulo nunca é simples, meu rodízio me impedia de sair antes das 20h, mesmo horário marcado com o pessoal no bar. Precisávamos nos apressar, já que a minha carona Alê iria me encontrar às 19h para irmos com calma. O trânsito atrapalhou tudo. Demora, espera e quando era 19h30 uma amiga nossa, que iria conosco,  decidiu comprar um par de sapatos, pois os delas estavam machucando-a.  

Fiquei preocupado. Eu praticamente suava frio, não daria tempo, me atrasaria (odeio atrasos!) e havia uma pessoa me esperando que estava me fazendo uma gentileza. Olhei para ela e decidimos: vamos ao shopping (que é exatamente embaixo de onde trabalhamos) e vamos resolver isso logo. Ela sugeriu uma outra loja, mas era em outro piso, não dava, sugeri a Arezzo. Andando apressadamente pelos corredores entramos na loja e ela já foi bombardeada com perguntas minhas, para tentar apressar isso.  

- Scarpin? Fechado atrás? Salto alto? Baixo? Salto mais fino ou mais grosso? Couro ou outro material? Com brilho ou sem? Tamanho? E depois de responder tudo olhamos em volta, ela escolheu quatro modelos tamanho 36. A vendedora rapidamente trouxe os quatro e, passados coincidentemente, quatro minutos já estávamos no meio do caminho. Dois foram “desclassificados” logo que abriu-se a caixa – eram horrorosos e dois foram para a eleição final. Ao calçar os modelos, apontei o mais bonito, ela concordou, já ficou com ele no pé e foi para o caixa. Passado o cartão em exatos seis minutos saímos da loja e fomos encontrar a Alê no estacionamento, que por causa do trânsito estava atrasada.

2 comments Maio 19, 2008


Caroline Marino

Jornalista. De personalidade forte. Amiga dos amigos e avessa a gente chata e lugares cheios. Calma não é seu ponto forte, se irrita com sons, principalmente o tic tac de relógio, a torneira pingando e gente que não sabe comer e faz barulho pra mastigar e engolir. Está cansada daqueles homens de balada que acham que o mundo vai terminar e que precisam ficar com todas as mulheres na mesma noite. Se envolve profundamente com tudo que lhe acontece, seja uma paixão, seja uma briga, seja um projeto. No fundo queria ser mais leve, não tentar encontrar explicação para tudo – mas isso iria contra a sua natureza.

Cláudia Midori

É jornalista há alguns anos, gosta de escrever e ler. Adora comer em lugares diferentes e não suporta comidas muito diferentes. Seu prato preferido é simples: arroz, feijão, bife e batata frita. Geminiana e chata, sempre escolhe lugares arejados, com garçons atenciosos e pessoas agradáveis. Reclama sempre que o lugar não a agrade e pretende colaborar com dicas gastronômicas e desabafos de quem acaba de terminar um namoro de quatro anos e não pretende casar tão cedo.

Léo Dias

Analista de investimentos que se aventura no mundo dos blogs há dois anos, e ficou viciado nesse mundo. Quis dividir suas experiências e, por isso, incentivou duas amigas a criar este blog. Apreciador de vinhos e de bons restaurantes, sempre que pode procura lugares charmosos. Prefere sempre estar a dois e gosta de discutir a relação. Ariano, cético e ansioso, é um romântico assumido que sonha casar na igreja e ser pai. Atualmente solteiro, seus maiores hobbies são cozinhar, jantar fora e escrever para este blog.

Quer desabafar? Escreva para nós!!!

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