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Relato de um marido sobre as decisões do cotidiano
Por Um velho lobo do mar
Esse texto é verídico, escrito por um grande amigo meu, sobre a sua vida de casado:
“Lá em casa é assim, nós distribuímos as decisões para que o casal viva sempre em harmonia. Quem decide sobre os temas de Estado sou eu. Já sobre os de governo, a timoneira Fernanda. Exemplos:
- Opinião do casal sobre os testes nucleares do Irã: o chanceler aqui decide.
- Opinião do casal sobre o fim ou a continuidade de Guantánamo: o Jimmy Carter aqui esmurra a mesa.
- Opinião do casal sobre garantir o superávit primário ou derramar as patacas no mercado para conter os efeitos da crise: o Reis Velloso aqui faz os gráficos.
- 4-4-2 ou 3-5-2 para o escrete canarinho na Copa de 2010: o Telê aqui vai pra prancheta e corneta o Dunga; a timoneira Fernanda nem ousa piar.
- Vamos morar em casa ou apartamento: a timoneira ruge, mas eu dou a minha contribuição, pensam o quê? “Excelente ideia, querida”
- Pizza ou sopinha para o jantar? A timoneira decide.
- Vestirei calça preta ou cinza? A timoneira Fernanda Calil vem com os cabides.
- Dormiremos a que horas hoje? A timoneira pega os pijamas.
- O que fazer no final de semana? A timoneira troveja e eu, homem de partido que sou, sigo humildemente.
O truque é a divisão de responsabilidades, meus caros, a divisão de responsabilidades…”
3 comments Setembro 4, 2009
Eu te amo – quando a expressão perde o sentido
Por Léo Dias
Infelizmente a expressão “eu te amo” está a cada dia perdendo o sentido. Antigamente dizia-se em ocasiões únicas e a pessoas únicas. Hoje se fala eu te amo para se levar alguém para a cama. Amor que acaba depois de uma noite de prazeres, que se esquece no próximo “scrap”, no próximo SMS, na próxima balada. Eu sempre acreditei que o amor entre um homem e uma mulher é o encontro de almas, do resultado da busca do raro, do inexplicável. E que se diz eu te amo, um duas vezes talvez três vezes durante toda a vida.
Mas o que observo à minha volta são pessoas egoístas, que não tem a capacidade de ceder, que entendem que um desentendimento já é motivo para se descartar um “amor”. Mas quem descarta o amor assim? Não é amor, e lá no fundo eu acho que sabem disso. É uma paixão, ou pior, uma conveniência que cai diante do incômodo, do desconforto, da pura falta de sensibilidade. E os sentimentos? Brincam-se com eles como se faz com uma bola, chutam e abraçam sem pensar, apenas fazem.
Onde foi parar o sentido da expressão “eu te amo”? Não sei bem, mas não é uma regra e eu diante dos tempos modernos do amor continuarei um nostálgico! Nostalgia pelo tempo em que se falava eu te amo olhando nos olhos com o coração acelerado, as mãos transpirando e o frio na espinha e com a certeza do encontro do raro e da felicidade, aquela felicidade que brilha no olhar de quem diz e ouve “eu te amo”.
Esse texto eu dedico a uma amiga muito querida, uma romântica assumida que sempre visita o blog e que tive o prazer de conhecer através do E4P. Conversamos muito, menos do que eu gostaria até, mas a Mary tem se mostrado a cada dia uma amiga sensacional, uma pessoa rara.
3 comments Julho 27, 2009
Dia dos namorados: Dedicação ou obrigação?
Por Léo Dias
Mais uma vez está chegando 12 de junho, o dia dos namorados. Enquanto uns fazem mil planos e pensam nas surpresas e nos presentes, outros nem se importam tanto com a data, a consideram comercial demais e desnecessária. Particularmente eu acho excessivamente comercial, criando-se a obrigação de presentear e, por inúmeras vezes, os valores materiais tomam lugar daquilo que poderia ser uma singela e romântica demonstração de amor e carinho. O comércio e nossas práticas mesmo criaram essa obrigação de dar um presente caro, rodeado de flores em um lugar paradisíaco. Namoro é todo dia e deve-se fazer o melhor (e não precisa ser o mais caro) todos os dias, pelo casal, por um todo.
Agora independente do que se vai fazer, se eu estivesse namorando aproveitaria não para ir atrás do casaco que ela quer ou dos brincos que ela tanto elogiou, mas aproveitaria para refletir mais, pensar no namoro em si, em como ele pode ser mais sincero, com mais entregas e menos cobranças bobas e discussões que não lema a nada. Nesse momento uma rosa roubada e palavras sinceras podem ser mais significativas que um par de brincos sobre um namoro sem brilho, com saturação e falta de cumplicidade.
Jantar fora é ótimo, presentear e ser presenteado também é muito gostoso, mas ainda acredito ser muito mais valioso priorizar os sentimentos, o “todo” e tentar fazer acontecer mais e por mais tempo. E é claro que dentro de um relacionamento saudável, com esses sentimentos sendo regados não faltará, em segundo plano, a oportunidade e a vontade de se dar um romântico jantar e uma noite que não deve terminar antes da manhã de sábado. E que seja com um belo café da manhã!
4 comments Junho 7, 2009
Acredito que elas não suportariam!
Por Léo Dias
Há pouco tempo eu havia postado aqui no E4P um texto sobre o que nós homens não suportamos. Muita gente se identificou, outros discordaram em algum ponto, o fato é que independente da intimidade do casal, há coisas que não são aceitáveis e que pega mal. Eis que eu, que já disse o que não suporto, decidi escrever o que eu nunca faria porque acredito ser insuportável para uma mulher.
Dentre uma observada e outra, eu listo aqui também 4 coisas que são intragáveis:
Ir a um lugar público com camisa de time de futebol
Sou homem, adoro futebol, sou apaixonado pelo meu time, assisto a todos os jogos e vou ao estádio, tudo bem. Mas uso a camisa dele APENAS para ir assistir o jogo com amigos, pela provocação, ou no estádio. Ir ao shopping, teatro, restaurante, seja qual for o local não dá. E o pior é que tem muito cara que acha “legal” isso porque são de marcas famosas e custam caro. Meus caros, a mulher lá, ao seu lado, produzida e vocês de camisa de time??? Faça a barba e coloque uma bela camisa, preocupe-se com o visual e deixe a paixão pelo seu time em casa, ou pelo menos não a vista nesse tipo de passeio.
Ficar com os amigos e deixá-la esperando
Tenho vários amigos meus que não dispensam uma cervejinha entre amigos falando besteiras, de futebol e de mulheres, é claro. Outros que sentam para assistir ao futebol em um bar e até os que gostam de jogar videogame. Mas já vi amigo meu que estava em casa, pronto para sair e ficou lá, entre amigos jogando futebol no videogame e enquanto a namorada ligava ele falava: “Mais dez minutinhos amor, está acabando” e desligava logo para não errar. Se você não tem nada melhor para fazer, tudo bem. Reúna os amigos para falar besteiras, beber ou jogar, mas deixar uma mulher esperando por causa disso?
Não deixar de reparar no cabelo novo dela
Porca-pipa! Um cara que vê a mulher toda semana, que a conhece há bons meses no mínimo não repara quando ela vai ao cabeleireiro e corta o cabelo é querer irritar a mulher e com razão. Ela tinha o cabelo no meio das costas, volta com os cabelos cortados na altura dos ombros e você nem repara?Além do mais, ela chega com um sorriso maroto na face e com as madeixas arrumadas. Claro que se ela cortou “um dedo” no comprimento dos cabelos, aí precisaríamos ser PhD no assunto para notar, mas as mais radicais você deve notar e faça um elogio. Serra uma noite muito mais agradável!
Esquecer as datas importantes do relacionamento
Não sei por qual razão e talvez nem Freud explique, mas o fato é que 90% dos homens se esquecem de datas importantes. Eu já esqueci duas vezes, mas a chateação que aquilo criou me fez prestar muito mais atenção e não esqueço nem da data do aniversário do meu cachorro mais. Se você é do tipo esquecido, anote, coloque um lembrete no Outlook, põe no calendário do celular, sei lá. As mulheres valorizam e MUITO as datas importantes e lembrar delas tem seu charme, seu romantismo. É bem legal comemorar aniversários, inventar jantares, viagens, ajuda muito mas para isso ambos precisam lembrar, do contrário estará instaurada uma crise, daquelas que levará duas semanas para acabar. Portanto vale até esquecer da data da conta de luz e ficar no escuro, mas nunca do aniversário de namoro.
5 comments Maio 12, 2009
Começou a votação para o TOP BLOG
Já começou a votação do TOP BLOG! O prêmio, que não tem apelo comercial e sim de reconhecimento, dará ao blog um selo e certificado como premiação e ao leitor do blog uma forma de incentivar o trabalho que é feito. Eu gosto muito desse desenho de prêmio sem sorteios, pois premia quem vale a pena e vota quem realmente gosta.
Então se vosmecê quiser dar o seu voto e nos dar uma força, basta clicar no selo a direita. Abrirá uma janela no seu browser com os dados do E4P. Clique na opção votar, informe nome e e-mail e clique em CONFIRMAR. No endereço de e-mail informado virá o link para a validação do voto, evitando votos duplicados.
É simples, sem informar muitos dados e muito rápido. Se puder votar, nós do E4P agradecemos.
E continuem lendo!
5 comments Maio 7, 2009
Um domingo prazeroso, com um algo mais…
Eu particularmente acho o domingo um dia muito chato, meio parado, a cidade desacelera e nem sempre faço tudo o que eu gostaria. Ao final ainda, é pior, com a péssima vinheta do Fantástico ao fundo e a sensação de que o descanso acabou, que é hora de ir dormir e esperar pela segunda-feira, cinzenta e mal humorada.
Durante a tarde entre um espresso e outro, aproveitei bastante o dia. Já em casa comecei a assistir a um suspense, daqueles em que o assassino se sai bem, continua com a morena fatal e com a fortuna intacta. Nada de especial até aí, mas na Warner Channel havia acabado de começar um filme não tão recente, não tão cheio de mistérios, um típico “água com açúcar”.
O filme se chama Procura-se um Amor que Goste de Cachorros e trata-se de encontros e desencontros de uma mulher, recém-separada e que adora cachorros. Ela conhece um homem divorciado, também amante de cachorros e nesse ponto é onde a trama toda se desenvolve. É um daqueles filmes que todo mundo um dia viu e gostou, ou pelo menos serviu para matar duas horas em um dia comum, como um domingo pede.
Um clássico, que a mocinha olha para trás na hora em que o mocinho acabou de virar as costas e quando ele olha, ela já não está mais olhando, daqueles que você tem a certeza absoluta que o casal ficará junto, mas mesmo assim você até sem assumir, lá no fundo, torce junto com a trama e lamenta esses desencontros.
Enfim, um domingo que começou muito bem, com agradáveis surpresas e que fechou com um legitimo água com açúcar. E se você chegou até aqui e deu aquele sorriso ou lembrou de algum filme desse tipo, você talvez nunca assuma, mas é uma pessoa que gosta de filmes água com açúcar.
5 comments Abril 26, 2009
Dia do Beijo – O beijo e sua complexidade, ou não!

Por Léo Dias
Eu não poderia deixar de falar do beijo na data de hoje. Tudo bem que eu até pensei em começar descrevendo um beijo, mas é de fato possível descreve-lo? Tecnicamente e para a minha antiga professora de biologia talvez, mas quando pensamos no beijo em um contexto usual, torna-se complexo e faltam-me palavras.
A primeira vez que eu tive essa experiência foi no pré-primário, com uma namoradinha chamada Bia. Eu estava assistindo a aula, levantei no meio da turma e movido sabe-se lá pelo quê e lasquei um selinho nela e ela retribuiu. Fomos expulsos da sala. Depois desse episódio tive o primeiro de “língua” que aconteceu durante uma festa de aniversário em um prédio de um amigo meu. Eu uma paquera da 5ª série, a Juliana, iríamos ficar então entramos no elevador e entre um andar e outro ela me beijou. Naquele dia e com meus precoces 11 anos eu havia tido a melhor experiência de minha vida até então, o coração estava explodindo e a sensação era diferente de tudo que eu conhecia até aquele momento.
O beijo é sincero, sem técnica, ele é simples e fundamental na conquista. É dado de olhos fechados, você olha nos olhos e o beijo com química tira o sono, rouba sorrisos, faz a mente ir longe, dá aquela sensação de ter 15 anos de novo, é o que nos faz sonhar acordado. Além disso o beijo pode significar respeito, como o beijo dado na testa; pode significar carinho, como o que damos em amigos; pode ser a chave da entrega, da quebra de qualquer barreira. É atemporal já que se beija com 1, 2 anos e pode-se beijar até os 100 anos e ainda sob a confirmação médica de que faz um bem danado. E para se beijar não precisa local certo, beija-se onde estiver.
E aos mais ousado o beijo pode ser roubado, daqueles que a outra pessoa não espera, que arranca um sorriso ou um olhar de condenação, que faz os olhos brilhar ou apenas as sobrancelhas se fecharem. O beijo é dado como, onde e na hora em que se quer e sendo bom, com química, não tem hora para acabar.
Então nessa data interessantíssima só me resta lhes dar uma dica: beije! E motivos não faltam até porque beijar é saudável, emagrece (é fato!) e faz muito bem para o coração, literalmente.
2 comments Abril 13, 2009
Afinal, quando você vai casar?
Por Léo Dias
Semana passada eu estava no aniversário de um ano do meu afilhado. Família reunida, todos felizes, brinquedos por toda a casa e naturalmente muito brigadeiro. O cenário é tradicional, assim como a minha família. De origem interiorana, eu tenho 6 primos, sendo destes 3 casados, uma prima que casará em junho e dois namorando firme, há mais de 3 anos cada.
As minhas primas mulheres casaram com seus primeiros namorados. Aquelas histórias de conheceu, amor arrebatador e anos depois, lá estávamos todos em uma igreja celebrando aquela união. Entretanto eu e meu irmão somos homens solteiros, que próximos aos 30 anos não estamos envolvidos com nenhuma mulher e nem por isso nos incomodamos com essa situação.
E na festinha estávamos nós, rindo, comentando assuntos corriqueiros quando a minha prima dispara: “Afinal, quando você vai casar?” e emendou: “Você não pretende casar?”. Disse a ela que são coisas diferentes e que não casaria por casar. Para mim o casamento é algo importantíssimo, inestimável e que tenho como um sonho a alcançar. Entretanto isso não me define se eu casarei ou não, pois para isso é necessário no mínimo uma noiva e para ter uma noiva, precisa-se conhecer uma mulher especial, namorar, se apaixonar, amar.
Mas é claro que em todo encontro familiar sempre haverá uma prima mala achando o fato de você estar solteiro o fato mais esquisito do mundo e olhará para você com aquela cara de que você está fazendo coisa errada. Não ligo.
Como na festa de natal que sempre perguntarão aos recém casados para quando virá o bebê. Nessa hora estarei nos camarotes da ceia esperando a resposta com sorriso amarelado e torcendo para que a prima mala no próximo aniversário lembre-se do quão chato é fazer perguntas indiscretas que, pelo código da família tradicional brasileira, só cabe a tia solteirona depois da segunda taça de vinho.
7 comments Abril 6, 2009
Motel caro impressiona uma mulher? Discordo
Por Léo Dias
Eu já li em mais de um lugar que os homens para impressionar as mulheres as levam em motéis caros. Desculpem-me os que usam deste artifício mas eu não vejo isso como esse tipo de lugar pode causar uma boa impressão.
Ao longo da vida e de algumas furadas eu aprendi que motel não é lá muito confiável. Em uma oportunidade em que estava namorando, reservei uma bela suíte na data de aniversário num desses caros motéis. Fomos nós, com aquele “sorriso de Gioconda” e muito ansiosos pelo que nos aguardava na ótima suíte. Ao entrar e já arrancar os sapatos, no terceiro passo ouvi aquele clássico “shep” e senti minha meia mais molhada do que se estivesse andando após o quinto ato de Rigoletto. Havia chovido em São Paulo e as goteiras acabaram com a noite. A outra suíte não era tão bacana, mas enfim, tentamos aproveitar ao máximo.
Em outra ocasião a lareira não tinha acendedor e ficamos no frio com o aquecedor ruim do quarto. Isso sem falar na hipótese de se encontrar um colchão quentinho e eventuais roupas de cama não devidamente limpas. Mesmo depois de assistir um programa acompanhando uma rotina de quem trabalha em um motel, não gosto. Você entra e tem um clima de fod* no ar, como se tudo lá o apontasse para você e ficasse esperando, como os espelhos e a decoração bizarra. E em menos de 4 horas, alguém te liga e lhe cobra uma posição: ou sai agora ou fique mais. Bizarro mesmo!
Então fui um dia a um flat em São Paulo. Paguei um pouco mais por isso e fiquei num quarto grande, com sacada, tudo branquinho, novo, limpinho, serviço de quarto de verdade, sem cardápios com preços extorsivos e com um banheiro dos deuses e uma ducha ótima. Além de ter passado a noite inteira lá, levantei, tomei um belíssimo café da manhã e saí sem pressa. Deixei o carro com o manobrista, fiz check-in num lobby luxuosíssimo e fui muito bem tratado.
Ora bolas, se eu posso tomar o café da manhã com calma por que ir num lugar que teoricamente eu irei embora às 4 da manhã e totalmente impessoal e de clima duvidoso? Não sei quanto a vocês, mas eu sempre preferirei um bom flat e é claro, um belíssimo café da manhã.
4 comments Março 26, 2009
Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite
Por Léo Dias
Júlio saiu em mais um sábado apenas para tomar um chope com uma nova amiga, aliás, segundo ele me confidenciou, Camila tem se mostrado uma agradável surpresa para ele. Ele a buscou em casa, estava ligeiramente atrasado e de lá foram para um barzinho bem charmoso em Moema.
Após um chope gelado numa noite abafada, e depois de beijos mais intensos e da conversa muito agradável, Juliano propôs a Camila para irem dançar. Ele tinha um aniversário para ir, talvez nem fosse mais, mas a vontade de dançar surgiu e ele queria abraçá-la, ficar mais próximo dela. Partiram ambos para uma aventura: uma casa noturna no centro de SP.
Ele tem fama de não saber andar muito em SP, ela comprou um GPS há um ano por se perder demais e juntos, não tinha como chegarem de forma simples. Ele andou muito, ela estava nervosa, apertava a mão dele e ele somente ria da situação e tentava acalmava, queria apenas chegar, mas a preocupação de estar próximo a região da “cracolândia” era nítida. Depois de 50 minutos e de conversar com 3 taxistas (eles sempre me ajudaram também!) chegaram ao destino. Pararam o carro na porta, era 1:30 da manhã e lá foram dançar.
Cumprimentaram a aniversariante (ainda assim era um aniversário) e depois de pegarem uma grande dose de Jack Daniel’s cada um, subiram para a pista. Entraram e saíram da pista, era um forno, um bafo que não deixava ninguém respirar. Tentaram de novo e entraram. Dançaram muito, beijaram mais ainda, ela e ele estavam no ritmo dos seus corpos e não da música. Como estavam na frente da cabine do DJ, e talvez por ele ter simpatizado com a “dança” ou qualquer outra coisa, ganharam até um presente dele, um DVD.
Ainda na pista foram fumar um cigarro, mas o isqueiro não acendia. Nem o dele nem o dela. Em um dos milhares de beijos, ambos tiveram falta de ar e ele havia notado uma das coisas mais bizarras de sua vida noturna: na pista não tinha muito oxigênio e por isso dos isqueiros e da falta de ar. Saíram de lá exaustos, cansados, mas como um casal que parecia se conhecer de longos anos, conversavam pelo olhar e decidiram tomar um café antes de irem embora.
No caminho de casa e com o Jack Daniel’s ainda presente no corpo dele, um comando. Uma blitz grande, com guardas e bafômetros. Ela trava, fica tensa, ele também. Restava a ele baixar o vidro do carro e esperar. O guarda sinaliza para o carro da frente passar, mas para o dele olhares apenas e… Eles passam, ufa! Um alívio seguido de um palavrão bem gritado e risadas.
Chegando no café e já refeitos do susto da blitz policial, uma romaria com uns 6 cavaleiros em plena Avenida Washington Luis! Passaram rindo. No café, piadinhas do garçom que ajudou a aproximá-los (ele deu o telefone dele para ela). Mais beijos intensos e a vontade de ir embora até porque a noite já havia lhes proporcionado muitas aventuras.
Ele se despede dela na porta de casa, vai embora feliz e com a sensação de querer reencontrá-la muito em breve…
2 comments Março 2, 2009