Posts filed under 'Pé na bunda'

Sem explicação, sem razão, sem ela…

Por Léo Dias

Achei tão criativa a iniciativa da Carol em criar um espaço para os “pés na bunda” que eu não poderia deixar de dividir uma história aqui no blog. Um homem que não se envolvia já por mais de 2 anos conheceu no último dia de um baile de marchinhas de carnaval uma mulher. Foi uma troca de olhares fulminante, eles ficaram juntos naquela noite e ele sentindo algo diferente no olhar dela a convidou para jantar, conversar num lugar melhor. Ela aceitou e eles trocaram telefones.

 

O contato aumentava, as mensagens de texto, os e-mails eram espontâneos, carinhosos e sinceros. Chegado o sábado ele foi buscá-la com rosas, levou-a num romântico restaurante, tomaram vinho, conversaram muito e ali nascia uma química, uma magia no ar muito forte.

 

As semanas foram passando, ele a cada dia estava mais envolvido com ela, entregou-se sem medo após 2 anos. Eles passavam os dias se falando e as noites em finais de semana abraçados. O relacionamento entre eles era mágico, intenso e verdadeiro. Ele se apaixonou, trouxe-a de forma mais presente para a vida dele, levou-a a um evento na empresa dele, ela o levou a um jantar na casa de amigos e tudo parecia muito bem.

 

Num determinado dia ela logo pela manhã havia pedido um tempo, dizia que tudo estava indo depressa demais e quis ficar longe dele. Mandou-lhe uma mensagem de texto depois de um dia dizendo que não agüentava de saudades e quis vê-lo. Daí para frente os dias eram divididos, a semana era o martírio e o final de semana era recheado de amor, carinho, prazer e muita entrega.

 

Em meio aos telefonemas corriqueiros, ela se diz confusa após uma noite com as amigas, dizia sentir falta da vida de solteira e pedira um tempo. Ele respeitou a decisão dela, disse que estaria a sua espera e que não a  procuraria, precisa muito respeitar tudo aquilo e se fossem para ficar juntos, isso tinha que partir dela, pois ambos sabiam da vontade dele.

 

Passado a aniversário dele e dois meses, ele a procurou, convidou para se encontrarem, conversar sobre tudo, sobre eles e questionou-a sobre o sumiço repentino. Ela simplesmente disse por e-mail que não dariam certo por uma razão que ela própria desconhecia, que poderiam ser amigos e lhe desejou boa sorte…

 

Sabem como terminou? Eles nunca mais se encontraram…

1 comment Maio 8, 2008

Como não terminar um relacionamento

Por Caroline Marino

Mais uma vez, como acontece há uns quatro anos, ela se olhou no espelho com os olhos borrados e prometeu que aquela seria a última vez. A última vez que deixaria isso acontecer. A última vez que acreditaria nas palavras de um homem que, na verdade, nunca esteve com ela. Ela sabia que aquela história se repetira há anos e que tinha certa responsabilidade. Afinal, foi ela que abriu a porta novamente, como faz há uns quatro anos.

Com o mesmo sorriso, com o mesmo amor, com o mesmo respeito. Com a mesma vontade. Pena que isso era só da parte dela. Mas descobriu isso tarde. Tarde demais para mudar seus sentimentos. Foi ela que permitiu que tudo se repetisse mais uma vez. Mas como culpá-la? Ela o amava e a cada recomeço acreditava que podia ser diferente, que a vida estava dando uma nova chance. Era uma forma de enganar a vida chata e todas as suas imperfeições. Afinal, ele despertava toda a sua emoção, a fazia sentir-se viva. Como um relacionamento podia acabar daquele jeito? Ela não merecia aquele tipo de tratamento. OK. Talvez, você não esteja entendo o porquê de toda essa lamentação. Vamos lá.

Eles se conhecem há três ou quatro anos e depois de muitas idas e vindas voltaram a namorar no Natal passado (aliás, ótima época para reconciliações, pedidos de desculpa… é impressionante como algumas pessoas esperam essa data para fazer o que deviam ter feito a muito mais tempo). Bom, melhor mudarmos de assunto. Como estava dizendo, após um longo tempo ouvindo que era especial, que não tinha dado certo antes, pois não era o momento, que ela, sim, era a mulher ideal, um belo dia, é surpreendida com um e-mail terminando tudo. Está certo que hoje em dia as pessoas usam e-mail para tudo. Mas terminar uma história? O mínimo era uma conversa franca, olho no olho. Mas fazer o que, a vida é, realmente, cheia de imperfeições.

2 comments Maio 7, 2008


Caroline Marino

Jornalista. De personalidade forte. Amiga dos amigos e avessa a gente chata e lugares cheios. Calma não é seu ponto forte, se irrita com sons, principalmente o tic tac de relógio, a torneira pingando e gente que não sabe comer e faz barulho pra mastigar e engolir. Está cansada daqueles homens de balada que acham que o mundo vai terminar e que precisam ficar com todas as mulheres na mesma noite. Se envolve profundamente com tudo que lhe acontece, seja uma paixão, seja uma briga, seja um projeto. No fundo queria ser mais leve, não tentar encontrar explicação para tudo – mas isso iria contra a sua natureza.

Cláudia Midori

É jornalista há alguns anos, gosta de escrever e ler. Adora comer em lugares diferentes e não suporta comidas muito diferentes. Seu prato preferido é simples: arroz, feijão, bife e batata frita. Geminiana e chata, sempre escolhe lugares arejados, com garçons atenciosos e pessoas agradáveis. Reclama sempre que o lugar não a agrade e pretende colaborar com dicas gastronômicas e desabafos de quem acaba de terminar um namoro de quatro anos e não pretende casar tão cedo.

Léo Dias

Analista de investimentos que se aventura no mundo dos blogs há dois anos, e ficou viciado nesse mundo. Quis dividir suas experiências e, por isso, incentivou duas amigas a criar este blog. Apreciador de vinhos e de bons restaurantes, sempre que pode procura lugares charmosos. Prefere sempre estar a dois e gosta de discutir a relação. Ariano, cético e ansioso, é um romântico assumido que sonha casar na igreja e ser pai. Atualmente solteiro, seus maiores hobbies são cozinhar, jantar fora e escrever para este blog.

Quer desabafar? Escreva para nós!!!

blog.entre4paredes@yahoo.com.br

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