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Aventura na Arezzo
Por Léo Dias
Sexta-feira, dia de fechamento das análises mensais, muito trabalho e muita correria. No mesmo dia estava marcado um happy hour com um ex-colega de trabalho, um grande amigo que iria se encontrar conosco. Após uma manhã corrida, um almoço de meia hora e uma tarde agitada, eu queria ir descansar, encontrar os amigos e dar boas risadas.
Como morar na selva de pedra chamada São Paulo nunca é simples, meu rodízio me impedia de sair antes das 20h, mesmo horário marcado com o pessoal no bar. Precisávamos nos apressar, já que a minha carona Alê iria me encontrar às 19h para irmos com calma. O trânsito atrapalhou tudo. Demora, espera e quando era 19h30 uma amiga nossa, que iria conosco, decidiu comprar um par de sapatos, pois os delas estavam machucando-a.
Fiquei preocupado. Eu praticamente suava frio, não daria tempo, me atrasaria (odeio atrasos!) e havia uma pessoa me esperando que estava me fazendo uma gentileza. Olhei para ela e decidimos: vamos ao shopping (que é exatamente embaixo de onde trabalhamos) e vamos resolver isso logo. Ela sugeriu uma outra loja, mas era em outro piso, não dava, sugeri a Arezzo. Andando apressadamente pelos corredores entramos na loja e ela já foi bombardeada com perguntas minhas, para tentar apressar isso.
- Scarpin? Fechado atrás? Salto alto? Baixo? Salto mais fino ou mais grosso? Couro ou outro material? Com brilho ou sem? Tamanho? E depois de responder tudo olhamos em volta, ela escolheu quatro modelos tamanho 36. A vendedora rapidamente trouxe os quatro e, passados coincidentemente, quatro minutos já estávamos no meio do caminho. Dois foram “desclassificados” logo que abriu-se a caixa – eram horrorosos e dois foram para a eleição final. Ao calçar os modelos, apontei o mais bonito, ela concordou, já ficou com ele no pé e foi para o caixa. Passado o cartão em exatos seis minutos saímos da loja e fomos encontrar a Alê no estacionamento, que por causa do trânsito estava atrasada.
2 comments Maio 19, 2008