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Relato de um marido sobre as decisões do cotidiano
Por Um velho lobo do mar
Esse texto é verídico, escrito por um grande amigo meu, sobre a sua vida de casado:
“Lá em casa é assim, nós distribuímos as decisões para que o casal viva sempre em harmonia. Quem decide sobre os temas de Estado sou eu. Já sobre os de governo, a timoneira Fernanda. Exemplos:
- Opinião do casal sobre os testes nucleares do Irã: o chanceler aqui decide.
- Opinião do casal sobre o fim ou a continuidade de Guantánamo: o Jimmy Carter aqui esmurra a mesa.
- Opinião do casal sobre garantir o superávit primário ou derramar as patacas no mercado para conter os efeitos da crise: o Reis Velloso aqui faz os gráficos.
- 4-4-2 ou 3-5-2 para o escrete canarinho na Copa de 2010: o Telê aqui vai pra prancheta e corneta o Dunga; a timoneira Fernanda nem ousa piar.
- Vamos morar em casa ou apartamento: a timoneira ruge, mas eu dou a minha contribuição, pensam o quê? “Excelente ideia, querida”
- Pizza ou sopinha para o jantar? A timoneira decide.
- Vestirei calça preta ou cinza? A timoneira Fernanda Calil vem com os cabides.
- Dormiremos a que horas hoje? A timoneira pega os pijamas.
- O que fazer no final de semana? A timoneira troveja e eu, homem de partido que sou, sigo humildemente.
O truque é a divisão de responsabilidades, meus caros, a divisão de responsabilidades…”
3 comments Setembro 4, 2009
Afinal, quando você vai casar?
Por Léo Dias
Semana passada eu estava no aniversário de um ano do meu afilhado. Família reunida, todos felizes, brinquedos por toda a casa e naturalmente muito brigadeiro. O cenário é tradicional, assim como a minha família. De origem interiorana, eu tenho 6 primos, sendo destes 3 casados, uma prima que casará em junho e dois namorando firme, há mais de 3 anos cada.
As minhas primas mulheres casaram com seus primeiros namorados. Aquelas histórias de conheceu, amor arrebatador e anos depois, lá estávamos todos em uma igreja celebrando aquela união. Entretanto eu e meu irmão somos homens solteiros, que próximos aos 30 anos não estamos envolvidos com nenhuma mulher e nem por isso nos incomodamos com essa situação.
E na festinha estávamos nós, rindo, comentando assuntos corriqueiros quando a minha prima dispara: “Afinal, quando você vai casar?” e emendou: “Você não pretende casar?”. Disse a ela que são coisas diferentes e que não casaria por casar. Para mim o casamento é algo importantíssimo, inestimável e que tenho como um sonho a alcançar. Entretanto isso não me define se eu casarei ou não, pois para isso é necessário no mínimo uma noiva e para ter uma noiva, precisa-se conhecer uma mulher especial, namorar, se apaixonar, amar.
Mas é claro que em todo encontro familiar sempre haverá uma prima mala achando o fato de você estar solteiro o fato mais esquisito do mundo e olhará para você com aquela cara de que você está fazendo coisa errada. Não ligo.
Como na festa de natal que sempre perguntarão aos recém casados para quando virá o bebê. Nessa hora estarei nos camarotes da ceia esperando a resposta com sorriso amarelado e torcendo para que a prima mala no próximo aniversário lembre-se do quão chato é fazer perguntas indiscretas que, pelo código da família tradicional brasileira, só cabe a tia solteirona depois da segunda taça de vinho.
7 comments Abril 6, 2009