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Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite

Por Léo Dias

Júlio saiu em mais um sábado apenas para tomar um chope com uma nova amiga, aliás, segundo ele me confidenciou, Camila tem se mostrado uma agradável surpresa para ele. Ele a buscou em casa, estava ligeiramente atrasado e de lá foram para um barzinho bem charmoso em Moema.

Após um chope gelado numa noite abafada, e depois de beijos mais intensos e da conversa muito agradável, Juliano propôs a Camila para irem dançar. Ele tinha um aniversário para ir, talvez nem fosse mais, mas a vontade de dançar surgiu e ele queria abraçá-la, ficar mais próximo dela. Partiram ambos para uma aventura: uma casa noturna no centro de SP.

Ele tem fama de não saber andar muito em SP, ela comprou um GPS há um ano por se perder demais e juntos, não tinha como chegarem de forma simples. Ele andou muito, ela estava nervosa, apertava a mão dele e ele somente ria da situação e tentava acalmava, queria apenas chegar, mas a preocupação de estar próximo a região da “cracolândia” era nítida. Depois de 50 minutos e de conversar com 3 taxistas (eles sempre me ajudaram também!) chegaram ao destino. Pararam o carro na porta, era 1:30 da manhã e lá foram dançar.

Cumprimentaram a aniversariante (ainda assim era um aniversário) e depois de pegarem uma grande dose de Jack Daniel’s cada um, subiram para a pista. Entraram e saíram da pista, era um forno, um bafo que não deixava ninguém respirar. Tentaram de novo e entraram. Dançaram muito, beijaram mais ainda, ela e ele estavam no ritmo dos seus corpos e não da música. Como estavam na frente da cabine do DJ, e talvez por ele ter simpatizado com a “dança” ou qualquer outra coisa, ganharam até um presente dele, um DVD.

Ainda na pista foram fumar um cigarro, mas o isqueiro não acendia. Nem o dele nem o dela. Em um dos milhares de beijos, ambos tiveram falta de ar e ele havia notado uma das coisas mais bizarras de sua vida noturna: na pista não tinha muito oxigênio e por isso dos isqueiros e da falta de ar. Saíram de lá exaustos, cansados, mas como um casal que parecia se conhecer de longos anos, conversavam pelo olhar e decidiram tomar um café antes de irem embora.

No caminho de casa e com o Jack Daniel’s ainda presente no corpo dele, um comando. Uma blitz grande, com guardas e bafômetros. Ela trava, fica tensa, ele também. Restava a ele baixar o vidro do carro e esperar. O guarda sinaliza para o carro da frente passar, mas para o dele olhares apenas e… Eles passam, ufa! Um alívio seguido de um palavrão bem gritado e risadas.

Chegando no café e já refeitos do susto da blitz policial, uma romaria com uns 6 cavaleiros em plena Avenida Washington Luis! Passaram rindo. No café, piadinhas do garçom que ajudou a aproximá-los (ele deu o telefone dele para ela). Mais beijos intensos e a vontade de ir embora até porque a noite já havia lhes proporcionado muitas aventuras.

Ele se despede dela na porta de casa, vai embora feliz e com a sensação de querer reencontrá-la muito em breve…

2 comments Março 2, 2009

Por que tanta expectativa? A culpa é deles…

Por Léo Dias

 

Nesse primeiro post de 2009 (ressalto que achei muita falta de criatividade tanto 2000 e 9 quanto 2000i9 e por aí vai) eu levanto um ponto que muito se falou no dia de réveillon, os desejos para o ano-novo e um deles em especial, o coração.

 

É claro que o ano-novo traz esperança, sentimentos de renovação e a possibilidade de se fazer tudo aquilo que pretendíamos no ano passado e não conseguimos. Todos sorriem, estavam lá, na praia, ao meu lado, se abraçando, fazendo diversas simpatias e cumprindo rituais de crendices (e não entrarei no mérito disto já que respeito toda e qualquer religião) e sorrindo, vendo que ali nascia um novo ponto de partida.

 

Muitos estavam lá pedindo seu amor verdadeiro, sua alma gêmea em 2009, pedindo por relacionamentos mal-acabados, por consertar o casamento asfixiado pela rotina ou por pormenores que infelizmente minaram as energias de uma instituição tão bela e sagrada, enfim, todos pensando no coração. Mas por quê tanto se espera do coração?

 

Eu me perguntei isso e cheguei a uma conclusão: isso é culpa dos escritores e roteiristas. Sim, deles e somente deles! As pessoas assistem nas novelas, em filmes e lêem em romances histórias incríveis, que param uma cidade, que causam impactos inimagináveis. Para os que se deparam com tantas histórias assim, principalmente àqueles cujo amor não está sendo dado a ninguém, o sentimento de querer algo igual é fulminante, tal qual um raio na escuridão.

 

E tomado daquele sentimento, ganhar uma flor não basta, mas ela tem de ser dada no meio do escritório, depois de você aparecer talvez de smoking com uma rosa na boca como o Richard Gere em “Shall We Dance?” ou ainda como algum galã de novela que preparou aquele apartamento gigante com pétalas, velas, um jantar incrível e um vinho perfeitamente harmonizado para uma noite de inteiro deleite.

 

Devemos abrir mão disso, na minha opinião. Surpreender é bom, mas nem sempre se consegue. O fato de ter alguém ao lado é muito importante e por mais que essa pessoa não seja a Catherine Zeta Jones, que ela tenha sim imperfeições, mas aquelas imperfeições que a fazem ser especial para você. Que o sorriso pela manhã ou mesmo o jantar trazido da rua e servido mais tarde na sala de jantar  sem grandes aparatos seja romântico para aquele momento. Aproveitem isso.

 

E deixemos as histórias “hollywoodianos” no lugar delas, na ficção porque o mundo que vemos e lemos muitas vezes não existe, pode existir, mas não todos os dias, todas as manhãs e vivam o que a vida lhes proporcionou da forma mais intensa e sincera possível.

 

 

3 comments Janeiro 5, 2009


Caroline Marino

Jornalista. De personalidade forte. Amiga dos amigos e avessa a gente chata e lugares cheios. Calma não é seu ponto forte, se irrita com sons, principalmente o tic tac de relógio, a torneira pingando e gente que não sabe comer e faz barulho pra mastigar e engolir. Está cansada daqueles homens de balada que acham que o mundo vai terminar e que precisam ficar com todas as mulheres na mesma noite. Se envolve profundamente com tudo que lhe acontece, seja uma paixão, seja uma briga, seja um projeto. No fundo queria ser mais leve, não tentar encontrar explicação para tudo – mas isso iria contra a sua natureza.

Cláudia Midori

É jornalista há alguns anos, gosta de escrever e ler. Adora comer em lugares diferentes e não suporta comidas muito diferentes. Seu prato preferido é simples: arroz, feijão, bife e batata frita. Geminiana e chata, sempre escolhe lugares arejados, com garçons atenciosos e pessoas agradáveis. Reclama sempre que o lugar não a agrade e pretende colaborar com dicas gastronômicas e desabafos de quem acaba de terminar um namoro de quatro anos e não pretende casar tão cedo.

Léo Dias

Analista de investimentos que se aventura no mundo dos blogs há dois anos, e ficou viciado nesse mundo. Quis dividir suas experiências e, por isso, incentivou duas amigas a criar este blog. Apreciador de vinhos e de bons restaurantes, sempre que pode procura lugares charmosos. Prefere sempre estar a dois e gosta de discutir a relação. Ariano, cético e ansioso, é um romântico assumido que sonha casar na igreja e ser pai. Atualmente solteiro, seus maiores hobbies são cozinhar, jantar fora e escrever para este blog.

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