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Dia dos namorados: Dedicação ou obrigação?
Por Léo Dias
Mais uma vez está chegando 12 de junho, o dia dos namorados. Enquanto uns fazem mil planos e pensam nas surpresas e nos presentes, outros nem se importam tanto com a data, a consideram comercial demais e desnecessária. Particularmente eu acho excessivamente comercial, criando-se a obrigação de presentear e, por inúmeras vezes, os valores materiais tomam lugar daquilo que poderia ser uma singela e romântica demonstração de amor e carinho. O comércio e nossas práticas mesmo criaram essa obrigação de dar um presente caro, rodeado de flores em um lugar paradisíaco. Namoro é todo dia e deve-se fazer o melhor (e não precisa ser o mais caro) todos os dias, pelo casal, por um todo.
Agora independente do que se vai fazer, se eu estivesse namorando aproveitaria não para ir atrás do casaco que ela quer ou dos brincos que ela tanto elogiou, mas aproveitaria para refletir mais, pensar no namoro em si, em como ele pode ser mais sincero, com mais entregas e menos cobranças bobas e discussões que não lema a nada. Nesse momento uma rosa roubada e palavras sinceras podem ser mais significativas que um par de brincos sobre um namoro sem brilho, com saturação e falta de cumplicidade.
Jantar fora é ótimo, presentear e ser presenteado também é muito gostoso, mas ainda acredito ser muito mais valioso priorizar os sentimentos, o “todo” e tentar fazer acontecer mais e por mais tempo. E é claro que dentro de um relacionamento saudável, com esses sentimentos sendo regados não faltará, em segundo plano, a oportunidade e a vontade de se dar um romântico jantar e uma noite que não deve terminar antes da manhã de sábado. E que seja com um belo café da manhã!
4 comments Junho 7, 2009
Flores de presente? Melhor uma bolsa
Por Caroline Marino
Li esses dias um texto (aliás, ótimo) da Danuza Leão sobre o que nós, mulheres, queremos dos homens. Numa das partes, ela diz: “Não, ele não precisa nos trazer flores; mas deve estar sempre nos procurando, fazendo um carinho no nosso ombro, pousando (apenas pousando) a mão na nossa coxa por debaixo da mesa ou quando estiver dirigindo o carro, coisa de quem se sabe dono absoluto do nosso coração (e do nosso corpo); só faz isso um homem seguro, que é o que todas queremos”.
Concordo. Mais ainda com a parte das flores. Elas são bem-vindas apenas quando dadas fora de datas especiais e com (muita) cautela. Fazer surpresas com flores toda hora cansa, faz perder a graça. Fica batido. Tem homem que gosta de dar flores a toda hora e acredita que está fazendo muito. Homem assim é chato. Meloso demais. O que mais importa são as atitudes. É saber que ele vai estar ao seu lado nos momentos que você precisa. Que vai te ouvir e te abraçar na hora certa.
Também não vou dar uma de dark. No começo do relacionamento dar flores funciona bem, é bonitinho, faz a gente ficar com aquele sorriso bobo no rosto o dia todo. Achar que somos especiais e que está começando algo legal. Mas depois de um tempo parecem aqueles presentes de última hora. De quem não te conhece direito e, por isso, não sabe o que dar. É muito melhor, dar algo que a mulher gosta (seja livros, sapatos ou bolsas). Isso serve para o dia dos namorados. Nada de flores, por favor!
2 comments Junho 12, 2008
Essas histórias de nós dois
Por Beatriz Rey
Ele está aí. Chegou sorrateiro, sem avisar direito, mas chegou. E será a minha primeira vez. Primeira vez dessa troca. Primeira vez desse dia. Estou um pouco ansiosa, um pouco indecisa e um pouco temerosa, mas acredito que tudo acabará bem. Ou não. O fato é que o Dia dos Namorados aterrisou em casa, e eu e o Theo estamos nos debatendo para achar os presentes ideais. Porque eu acho horrível dar uma camiseta, uma calça ou uma sandália. Queria encontrar o presente mais legal, que mais se encaixa com a personalidade dele. O presente que ele abrirá e ficará sem palavras. Se encontrei? Não. Nem ele.
Ontem ele veio me dizer que teve uma idéia genial: um livro. Fiquei sondando, porque eu tenho praticamente todos os livros das coisas que me interessam. Batata. Ele ia me dar Dentro da Floresta, do David Remnick. Daí pensou em outro, do Talese, que já tenho também. “Pô, mas você já tem tudo desses caras?”. Tenho. E roupas, sapatos, bolsas…não sei se confio nele zanzando numa loja feminina. Quero dizer, ele tem o melhor gosto do mundo para roupas, mas não sei as de mulher. Eu já pensei em até num boneco do Kurt Cobain, que ele pediu há algum tempo, quando viagei para os EUA. “Amor, vou te dar algo do Kurt”. Ah, não, esse presente não é legal, disse. Confesso, eu também não achava!
O que acontece é que estou chegando à conclusão de que não vamos encontrar nenhum presente ideal. Como nos relacionamentos, eles vão ter defeitos, vão precisar ser trocados, quem sabe. No sábado, dia de peregrinação pelo shopping, vou atrás de um presente, apenas. Já será de bom tamanho se eu encontrá-lo!
Add comment Junho 5, 2008