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Quando o fim se torna real
Por Léo Dias
Já me deparei mais de uma vez com uma situação no mínimo esquisita: você sai com alguém, passa momentos agradabilíssimos e, de repente, o telefone não surge, a conversa cessa e a ociosidade e o silêncio mostram que o fim de um caso se tornou real.
Ficam as lembranças na memória, o presente não entregue, o número na agenda e o silêncio. E do outro lado? O medo de envolvimento? A vontade de se continuar, de ter aquela vida com seus mesmos hábitos, sem espaço para uma nova pessoa que pode vir a ocupar um espaço maior que o permitido por você mesmo?
Não se sabe ao certo, mas já vi acontecer isso apenas pelo sexo. Após a noite de prazer e entrega, um simples telefonema e nada mais, com aquele ar de “missão cumprida” e ponto final. Ou ainda quando o se descobre um pouco mais sobre o outro e a vontade de cessar e tentar entender é zero, simplesmente estabelece-se um ponto final.
As pessoas estão mais egoístas, com paradigmas e critérios muito injustos, onde alguém se adapta ou não. Mas esperem aí! E quem falou que o príncipe encantado existe? Ou que a mulher dos seus sonhos desfila pelas ruas com freqüência? Saibamos dosar nossas exigências, nossos “padrões” e deixemos que o amanhã nos mostre quem está ao nosso lado, e não uma revista ou alguma opinião maluca de uma sociedade preconceituosa e estereotipada.
6 comments Junho 23, 2008
Ligar ou não ligar?
Por Léo Dias
Sabe que o grande problema que eu vejo todos enfrentarem, inclusive eu ou até mesmo principalmente, é o tal do telefonema. Quando se tem real interesse em alguém e quando começamos a nos envolver e sai-se uma, duas, três vezes é porque já começamos a querer estar mais próximo, o que é muito normal.
Mas aí nos perguntamos: quando devo ligar? Devo de fato ligar? E a vontade de ligar é que nos corrói, nos consome e pode até atrapalhar, o que é comum.
Aprendi na vida que não se deve ligar sempre, que é importante sentir saudades e que devemos sempre nos lembrar que nesse momento de um relacionamento estamos apenas começando a entrar na vida de alguém, que somos algo novo e não podemos querer nos fazer tão presente, isso assusta!
As linhas que separam a saudade do acerto e do chato é muito tênue. Não ligar mostra descaso, desinteresse e é ruim, passa a imagem de “mais uma que passou”. Ligar num momento inusitado, que se sabe que ela poderá atender e ser breve dizer alguma palavra de carinho ou mesmo um simples “oi” é muito válido. Já ligar todo dia para dar o “Bom dia!” pode ser cansativo, sufocante e incômodo. Esse tipo de coisa você pode até fazer, é claro, mas com tempos de envolvimento, com intimidade e sabendo muito bem o que pensa o outro lado sobre isso.
Acredito que devemos ligar quando temos vontade e não ficar nos policiando sob regras prisioneiras e desconfortáveis. Obviamente que um pouco de bom senso faz bem, mas se der aquele aperto no peito e a saudade falar mais alto, experimente ligar para dar aquele oi, mande um torpedo se quiser ser ainda mais sutil mas se você o fez pela manhã, bom, veja uma foto, respire fundo e espere com saudades porque se ela estiver no mesmo passo que você, acredite, ela também estará com a mesma dúvida.
5 comments Maio 2, 2008