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Eu, modo de usar – Versão masculina
Por Léo Dias
Ao ler o texto original “Eu, modo de usar”, da Martha Medeiros, onde ela aborda de forma ímpar como um homem deve tratar, entender e “usar” uma mulher, me ocorreu a idéia de fazer o manual de instruções masculino- na minha visão - de um homem comum, sem hipocrisia e de uma forma sincera.
Eu, modo de usar, na versão masculina
A todas as mulheres que dizem não entender um homem, eis minhas recomendações:
Como um homem comum, sem complicações e com meus sentimentos simples e sinceros. Quero apenas que quando for lhe perguntado algo, que você responda sem se irritar ou ainda que não me olhe com ares de reprovação. Espero que me incentive a encontrar meus amigos, que fique feliz quando eu voltar do happy hour com o pessoal do futebol, e seja paciente se eu quiser dividir uma besteira que ouvi.
Que você entenda que meu coração é seu, que o fato de uma amiga eventualmente me ligar seja interpretado como um ato de amizade, e só. Ocupe seu espaço nos meus planos, seja sempre que eu precisar meu porto seguro e não me deixe muito confiante, pois isso irá me incentivar a conquistá-la diariamente. Reconheço que anoto datas importantes e não é porque não me importo com elas, mas o faço para que eu possa surpreender com um cartão, um telefone ou um beijo.
Espero que você receba as flores que eu lhe der como uma forma de demonstração do meu amor, e não como alguém que quer confessar um erro e não sabe como. Que quando eu fizer amor com você, vou querer olhar no fundo dos seus olhos, vou dormir abraçado em forma de “conchinha”, mas que por alguma razão posso acordar longe de você. Acredite que mesmo em silêncio eu a amo, e que se eu fizer algo mais escandaloso é porque a felicidade explodiu e não tive como me conter.
Surpreenda-me. Apareça no meu trabalho e me rapte para que nós tenhamos um almoço diferente. Ligue para saber como estou, mas não me ligue o tempo todo. Dê tempo para que eu sinta saudades. No final de semana não me fale o que faremos daqui um ano, deixemos que o destino se encarregue do amanhã, mas por conta disso não fique insegura e esqueça de viver o hoje. Saia comigo, seja minha companheira, faça loucuras comigo e aperte minha mão quando estiver com medo.
Faça-me rir. Ria de mim. Ria junto comigo. Se eu chorar, limpe a lágrima que cai do meu rosto. Se eu estiver sofrendo por amor, me abrace. Se eu estiver radiante porque eu você somos “nós”, me beije como a primeira vez. Caso ainda você afirme com propriedade que não entende os homens, não me ame mais. Mas, se acha que há em mim algo que nem você sabe desvendar, mas que a faz se sentir bem, tente me amar.
6 comments Maio 14, 2008