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Quando se decide resolver as questões do passado – Parte 2

Por Léo Dias

 

Guilherme já havia praticamente desistido de resolver essa história, estava dedicado aos acontecimentos do presente e aquela história peculiar

dos seus sentimentos já não mais fazia parte do seu presente, Tatiana estava namorando e tudo havia ficado distante até que uma mensagem mudou isso.

 

Estava ele lá, tranqüilo, navegando pela internet e lendo e-mails, nada em especial. Conversas paralelas ocupavam seu tempo num começo de noite comum. Uma mensagem chega, era ela, direto do passado. Começaram a conversar e ela mais que depressa se mostrou exatamente como ele a tinha conhecido, uma mulher doce, atenciosa, bem humorada e muito interessante.

 

Ele, ainda um pouco surpreso contou a ela o que ele precisa falar, falou em resolver os sentimentos do passado, as histórias inacabadas e para isso ele precisa vê-la. Falaram do que tinham passado juntos, das lembranças, do sorriso, do olhar.

 

Ela, que tem uma filha, é uma mulher que cresceu, está mais independente e pela foto ainda mais bonita. Ele também amadureceu, cresceu, viveu muitas coisas e uma coisa ainda havia em comum entre eles, o desejo de estarem mais uma vez juntos. Após uma hora de conversa, as defesas caíram, os sentimentos foram escancarados, as expectativas divididas.

 

A conversa passou das duas da manhã, eles desligaram com a sensação de que nada mais podia ser feito a não ser se encontrar. Tatiana sabia da importância que tinha na vida dele, que ele nunca a esquecera, que esse sentimento era uma questão a ser resolvida entre quatro paredes.

 

O encontro seria em breve, ele já pensava nela mais vezes, tinha trazido-a de volta ao presente mas sempre deixando claro que até que a visse, nunca pararia sua vida e assim o fez. Encontro marcado, lugar escolhido, faltava apenas buscá-la para uma noite regada a vinho, olhares e o que mais o momento reservava.

 

Enfim é chegado o dia… (continuará num último post).

 

1 comment Janeiro 27, 2009

Um intercâmbio para a vida, um namoro para um passado

Por Léo Dias

 

Essa semana eu recebi a grande notícia de que uma amiga muito querida irá em 2009 fazer um intercâmbio no velho continente. Ficará 6 meses em Milão, estudando, conhecendo a Europa e o mais valioso e importante a meu ver, irá amadurecer, crescer.

 

Ela é uma mulher jovem, menos de 20 anos, linda, sorridente, simpática, daquelas que chama a atenção. Com sua simpatia toda tenho certeza que ela irá se sair muito bem nessa nova fase. E essa nova fase inclui um ingrediente bem comum nessas situações, um namorado.

 

Não o conheço e por isso não posso opinar sobre eles ou o namoro deles. Sei que estavam num momento de reflexões, com alguns desentendimentos e algum egoísmo já atrapalhando a relação. Ele, obviamente, ficará no Brasil e ela, de forma muito inteligente, já vislumbra mais 6 meses em Londres e voa alto, digno de uma jovem ambiciosa e curiosa pela vida.

 

Nesse caso ela sabe o que acontecerá, ele também (por mais que diga que não sabe) e os amigos dela também. Sei que ela voltará diferente, renovada, com outra cabeça, uma visão diferenciada da vida e deixará o ar de menina e seu namorado para trás e voltará uma mulher mais vivida, mais ansiosa pela vida e com uma grande incógnita, o seu coração.

 

Ela embarcará em janeiro e até lá muita coisa acontecerá. Se o namorado vai esperar, se eles voltarão a namorar, só o tempo dirá. Um conselho que eu dou é que, nesses casos consumados, seja feito logo o comunicado aos interessados e os cordões sejam cortados para que a dor seja menos sentida e somente assim o anseio pelo novo ciclo seja vivenciado com o belo sorriso e o olhar curioso que só ela tem…

1 comment Outubro 24, 2008

Quando se decide resolver as questões do passado

Por Léo Dias

 

Recentemente algumas mudanças na vida de Guilherme fizeram com que ele repensasse muitas coisas. Repensou seus hábitos, redefiniu suas metas pessoais e iniciou uma grande mudança em sua vida.

 

Começou todo esse processo pela parte mais difícil, pelo seu interior, sua mente e seu coração. E assim a vida seguiu, meses e meses com ele voltado para dentro, para o que realmente importava.

 

Descobriu coisas novas, adquiriu novos hábitos e conheceu muito mais a si próprio. Nesse período pessoas lhe estenderam a mão, outras se mostraram muito mais nocivas do que ele poderia imaginar. Ele então chegou ao seu passado e suas questões inacabadas e era algo que ele sabia que um dia seria obrigado e tratar disso. Assim ele o fez.

 

De tudo o que lhe afligia, apenas duas questões ainda lhe tirava o sono. Foi atrás delas e na primeira conseguiu descobrir que todo aquele sentimento mal resolvido era simples, que não havia muito para resolver e que tinha sido mais uma etapa do seu período de amadurecimento.

 

A segunda questão era mais peculiar, um sentimento adormecido e um amor nunca vivido. O destino encarregou-se de ajudar-lhe e trouxe à tona e para mais perto a pessoa que insistia em não ser abandonada pelos seus pensamentos. A lembrança até então de carinho, parecia estar adormecida e por mais que ele não quisesse, havia um sentimento esperando-a, louco para abraçá-la, conversar come ela, rever aquele sorriso cativante e deparar-se novamente com um olhar brilhante, ou não.

 

Pelo que sei, ela ainda não chegou, ele apenas esperava vê-la e não se sabe o que acontecerá, mas como disse o próprio Guilherme, quero apenas que ela seja feliz, mesmo que não seja ao meu lado. E deixou o seu coração esperando e o egoísmo do lado de fora dessa história…

4 comments Agosto 27, 2008


Caroline Marino

Jornalista. De personalidade forte. Amiga dos amigos e avessa a gente chata e lugares cheios. Calma não é seu ponto forte, se irrita com sons, principalmente o tic tac de relógio, a torneira pingando e gente que não sabe comer e faz barulho pra mastigar e engolir. Está cansada daqueles homens de balada que acham que o mundo vai terminar e que precisam ficar com todas as mulheres na mesma noite. Se envolve profundamente com tudo que lhe acontece, seja uma paixão, seja uma briga, seja um projeto. No fundo queria ser mais leve, não tentar encontrar explicação para tudo – mas isso iria contra a sua natureza.

Cláudia Midori

É jornalista há alguns anos, gosta de escrever e ler. Adora comer em lugares diferentes e não suporta comidas muito diferentes. Seu prato preferido é simples: arroz, feijão, bife e batata frita. Geminiana e chata, sempre escolhe lugares arejados, com garçons atenciosos e pessoas agradáveis. Reclama sempre que o lugar não a agrade e pretende colaborar com dicas gastronômicas e desabafos de quem acaba de terminar um namoro de quatro anos e não pretende casar tão cedo.

Léo Dias

Analista de investimentos que se aventura no mundo dos blogs há dois anos, e ficou viciado nesse mundo. Quis dividir suas experiências e, por isso, incentivou duas amigas a criar este blog. Apreciador de vinhos e de bons restaurantes, sempre que pode procura lugares charmosos. Prefere sempre estar a dois e gosta de discutir a relação. Ariano, cético e ansioso, é um romântico assumido que sonha casar na igreja e ser pai. Atualmente solteiro, seus maiores hobbies são cozinhar, jantar fora e escrever para este blog.

Quer desabafar? Escreva para nós!!!

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