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Dia do Beijo – O beijo e sua complexidade, ou não!

Por Léo Dias
Eu não poderia deixar de falar do beijo na data de hoje. Tudo bem que eu até pensei em começar descrevendo um beijo, mas é de fato possível descreve-lo? Tecnicamente e para a minha antiga professora de biologia talvez, mas quando pensamos no beijo em um contexto usual, torna-se complexo e faltam-me palavras.
A primeira vez que eu tive essa experiência foi no pré-primário, com uma namoradinha chamada Bia. Eu estava assistindo a aula, levantei no meio da turma e movido sabe-se lá pelo quê e lasquei um selinho nela e ela retribuiu. Fomos expulsos da sala. Depois desse episódio tive o primeiro de “língua” que aconteceu durante uma festa de aniversário em um prédio de um amigo meu. Eu uma paquera da 5ª série, a Juliana, iríamos ficar então entramos no elevador e entre um andar e outro ela me beijou. Naquele dia e com meus precoces 11 anos eu havia tido a melhor experiência de minha vida até então, o coração estava explodindo e a sensação era diferente de tudo que eu conhecia até aquele momento.
O beijo é sincero, sem técnica, ele é simples e fundamental na conquista. É dado de olhos fechados, você olha nos olhos e o beijo com química tira o sono, rouba sorrisos, faz a mente ir longe, dá aquela sensação de ter 15 anos de novo, é o que nos faz sonhar acordado. Além disso o beijo pode significar respeito, como o beijo dado na testa; pode significar carinho, como o que damos em amigos; pode ser a chave da entrega, da quebra de qualquer barreira. É atemporal já que se beija com 1, 2 anos e pode-se beijar até os 100 anos e ainda sob a confirmação médica de que faz um bem danado. E para se beijar não precisa local certo, beija-se onde estiver.
E aos mais ousado o beijo pode ser roubado, daqueles que a outra pessoa não espera, que arranca um sorriso ou um olhar de condenação, que faz os olhos brilhar ou apenas as sobrancelhas se fecharem. O beijo é dado como, onde e na hora em que se quer e sendo bom, com química, não tem hora para acabar.
Então nessa data interessantíssima só me resta lhes dar uma dica: beije! E motivos não faltam até porque beijar é saudável, emagrece (é fato!) e faz muito bem para o coração, literalmente.
2 comments Abril 13, 2009
Namoradinhas de uma infância incrível…
Por Léo Dias
Nesse último sábado eu estava em casa, fazendo nada de minha vida, apenas descansado de uma pequena intervenção médica que necessitava repouso. Para isso, liguei a TV, esparramei-me no sofá e aproveitei o friozinho, com direito a alguns cafés, muita preguiça e sem horário pra nada.
E em meio a tantos canais e programas chatos, alguma emissora passou um clássico pastelão americano, na linha de “Quero ser grande” com Tom Hanks, e com seu humor água com açúcar.
Na trama uma mulher acorda de repente com 30 anos e seus amores do passado voltam à tona, suas angústias e sonhos também. O filme acabou e eu comecei a lembrar dos meus namoricos de colégio, daqueles inocentes e que deixaram uma boa lembrança de uma fase mágica em minha vida.
Lembrei-me então da Bia, uma mocinha que namorei na 1ª série e que cheguei a lascar-lhe um beijo no meio da aula. Esse feito romântico me garantiu um belo puxão de orelhas da coordenação, mas eu não ligava. Ela era uma morena muito bonita, tinha uma mancha de nascença na barriga, mancha essa que ela fez questão de não me contar para não magoar, mas que nada valia, não importava. E hoje me questiono onde estão todas aquelas pessoas, aquelas histórias e belas crônicas infantis.
A Tatiana foi outra namoradinha. Era mais avassaladora, jurávamos amor por cartinhas e nos dias de hoje ter uma lembrança dessas é valioso. Não gostaria de ter que lembrar de e-mails, mas sim de cartas, da letra ainda redonda e sem erros, do cuidado com as palavras e do sentimento puro.
Você deve estar se perguntando por que eu não fui ao orkut e as encontrei? Lamentavelmente eu não lembro os sobrenomes delas, não sei onde moram ou para onde foram. Mas tudo bem, ficará na memória o Colégio Ricardo Nunes – Clodiam, os amigos, as festinhas, o primeiro beijo e muitas outras lembranças que trarei aqui, na seção “Fundo do Baú”.
2 comments Julho 8, 2008